Em recuperação judicial, dona da Gradiente quer trabalhar com energia solar

Por Rafael Arbulu | 08 de Julho de 2019 às 12h58
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A dona da Gradiente, a holding IGB Eletrônica, quer retornar ao mercado tecnológico para oferecer produtos e equipamentos de captação de energia solar em Manaus, capital do Amazonas. A ideia é que, com a sua incursão no mercado de energia, a empresa consiga remediar seus problemas financeiros e consiga uma maior aproximação do governo federal, já que passará a atuar em um setor diretamente relacionado à matriz energética brasileira.

Entretanto, o plano proposto pela holding ainda depende de uma aprovação final, conforme aponta a documentação enviada pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “O início das atividades está condicionado à aprovação de assembleia geral de credores, sem data prevista para realização, em razão da suspensão do processo de recuperação judicial da companhia”, diz trecho da papelada.

Os produtos relacionados no plano destacam a presença de inversores, que nada mais são do que aparelhos responsáveis por converter a energia solar absorvida pelas células fotovoltaicas em energia elétrica. Atualmente, a IGB Eletrônica acumula um patrimônio negativo de aproximadamente R$ 800 milhões, com dívida ativa de cerca de R$ 400 milhões.

Células fotovoltaicas (foto) capturam a energia solar, mas dependem de inversores para transformá-la em energia elétrica: dona da Gradiente quer voltar ao mercado vendendo justamente esse tipo de equipamento

A controladora HAG Participações, comandada pelo empresário Eugenio Staub, é a responsável pelas atividades da IGB, que por sua vez é dona da marca Gradiente. Esta já foi uma das maiores fabricantes de produtos eletrônicos de consumo no mercado brasileiro, mas a ampliação da presença de fabricantes internacionais por aqui aumentou a concorrência a níveis que a empresa não conseguiu suportar.

Um episódio famoso da Gradiente é sua fatídica batalha judicial contra a Apple pelos direitos de marca sobre o nome “iPhone”. Em setembro de 2018, a “Maçã” de Cupertino obteve vitória decretada pelo Supremo Tribunal de Justiça após anos de contenda contra a empresa brasileira, que chegou a lançar um “Gradiente iPhone”, com avaliações mistas de desempenho pela crítica.

Fonte: Reuters

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