Com mudança de nome e estratégia, Siemens foca no setor de software e serviços

Por Rafael Romer | 23 de Outubro de 2013 às 13h58
photo_camera Divulgação

Agora Unify, a antiga Siemens Enterprise Communications apresentou nesta terça-feira (22), durante a Futurecom, as novas estratégias e produtos que devem guiar a empresa após a mudança de nome. Com mais de 160 anos de existência, a Unify anunciou que adotaria a nova marca há cerca de uma semana, em um evento global da empresa. A participação da empresa na Futurecom é a primeira presença pública sob o novo nome em um evento de mercado.

Junto ao rebranding, a Unify deve agora modificar aos poucos o seu rumo de atuação do setor de hardware, através do qual a antiga Siemens conquistou grande parte de sua notoriedade e market share no passado, para se mover em direção ao setor de soluções em software e serviços. De acordo com a empresa, a nova estratégia segue as tendências de consumerização do mercado de TI, com cada vez mais colaboradores de organizações adotando as próprias soluções e equipamentos favoritos, e não mais seguindo a tendência de hardware adotada por seus empregadores.

Como parte da modificação, a unidade de Curitiba da Unify, antes focada na produção de hardware, deve ter sua fábrica fechada e passar a focar seus esforços cada vez mais em software e serviços, conforme as demandas de mercado. "Cada vez mais somos uma empresa de software e soluções, e uma fábrica de hardware já não é mais crítica para o sucesso como era anteriormente. Mas estamos mantendo Curitiba como um importante local de desenvolvimento de software. É uma mudança de capacidade de legado por uma capacidade moderna", afirma o CEO da Unify, Hamid Akhavan. Hoje, a Unify possui cerca de mil colaboradores no Brasil.

Segundo a Unify, a mudança de nome e o processo de rebranding da empresa não tem nenhuma relação com os recentes processos que a envolvem ou com o desgaste que o nome Siemens sofreu. "Para obter legalmente um nome como Unify e Unify.com em cem países, são necessários anos de esforços. A Siemens estava tendo problemas e o nome está mudando – isso é uma concidência, pois o processo começou há anos", explica Akhavan.

Durante sua keynote na Futurecom, a empresa apresentou a nova plataforma de comunicação e colaboração Ansible. Em sua primeira versão, o serviço trabalhará com até quatro canais de comunicação simultâneos, permitindo troca de voz, vídeo, texto e compartilhamento remoto de dados e telas. O serviço deverá ser comercializado através de um modelo de software como serviço (SaaS), com distribuição através da nuvem. A expectativa é que as vendas do produto comecem em maio do ano que vem e sua chegada ao mercado ocorra em julho.

A Unify possui hoje 28% da fatia de mercado do setor de voz e colaboração unificada no Brasil e 18% do mercado latino americano. Na Alemanha, país mais forte para a Unify, a participação de mercado com clientes com mais de mil funcionários chega a 70%. A empresa trabalha hoje com operações diretas na Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela e México, e com distribuidores e integradores nos outros mercados do continente.

Para o futuro próximo, a estratégia da ex-Siemens é a utilização de cada vez mais canais de operação para aumentar a presença da empresa do país. "Com nossa força direta, normalmente endereçamos ao topo da pirâmide empresas que tenham de mil empregados para cima", explica Humberto Cagno, presidente da Unify para a América Latina. A estratégia de canais deve ser, inclusive, expandida no Brasil.

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