Microsoft "mexe" no Google Chrome para ele consumir menos bateria no Windows 10

Por Felipe Ribeiro | 20 de Janeiro de 2020 às 10h54

Não, você não leu errado. A Microsoft está trabalhando para deixar o Google Chrome mais eficiente no Windows 10. Quem utiliza o navegador mais popular da internet sabe o quanto ele consome de memória RAM e bateria dos notebooks; com isso em mente, a gigante de Redmond decidiu arregaçar as mangas e descobrir modos de como evitar isso.

Para tal tarefa, a empresa detectou que precisava impedir que o navegador usasse o cache do disco, algo que mantém o Chrome trabalhando mesmo quando não estamos fazendo nada. De acordo com o Windows Latest, a Microsoft, ainda em 2019, enviou uma confirmação ao Chromium Gerrit — uma espécie de ferramenta de colaboração de código aberto que dá às pessoas a chance de trabalharem no código-fonte do Chromium (base do Chrome) — que adiciona uma verificação para checar se o dispositivo está funcionando com bateria e não está conectado à energia

Na prática, isso significa que enquanto o notebook estiver fora da tomada, esse bloqueio será ativado, impedindo que o Chrome atue dessa maneira. Também foi adicionado um ajuste que permite ao Chrome comparar o tamanho do conteúdo da resposta HTTP para que ele não seja armazenado em cache quando o tamanho do arquivo for maior que o máximo permitido. Novamente, isso deve manter o uso do disco no mínimo.

O Microsoft Edge é feito com base no Chromium. Estaria a Microsoft usando o Chrome como cobaia?/ Imagem: Captura de Tela/ Bruno Salutes

Um engenheiro do Google Chrome revelou que o Google está interessado em experimentar esses novos recursos para ver como eles podem melhorar o consumo de bateria do Chrome e, quem sabe, torná-lo padrão.

"Parceria" não é de hoje

O relacionamento, por assim dizer, da Microsoft com o Google Chrome não se restringe à criação deste recurso. É bom lembrar que a empresa lançou uma nova versão do seu navegador, o Microsoft Edge, baseada no Chromium. E isso, claro, nos permite pensar que a gigante de Redmond possa adotar as mesmas melhorias em seu próprio produto. Somente em 2019 a Microsoft fez mais de 1.600 contribuições de código para o Chromium.

Fonte: TechRadar

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