Chrome 76 traz bloqueio automático de Flash e novos recursos de segurança

Por Felipe Demartini | 31 de Julho de 2019 às 20h20
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A versão 76 do Chrome foi liberada nesta semana para os usuários de todos os sistemas operacionais em que o navegador está disponível. Entre as novidades, chegou finalmente o bloqueio automático de aplicações em Flash, o derradeiro prego no caixão de uma tecnologia que, antes, dominava a web, assim como novos recursos de segurança e usabilidade.

O processo de “assassinato” do Flash pelas mãos da Google, dona de um dos browsers mais populares da internet atual, começou em 2015. Com a mudança para o padrão HTML5, o navegador começou a pausar conteúdos ou bloqueá-los automaticamente em algumas circunstâncias, tanto de forma a proteger usuários das ameaças de segurança inerentes do formato como, também, para forçar administradores de sites a abandonarem a tecnologia.

Com o Chrome 76, finalmente, essa história se aproxima do fim, com o navegador mantendo como opção padrão o bloqueio de todo e qualquer conteúdo em Flash. Eles ainda são encontrados na internet, apesar de raros, e ainda podem ser visualizados caso o usuário desative uma opção específica no menu de configurações. Mas por pouco tempo, entretanto, já que, no ano que vem, a própria Google já disse que a opção não mais será oferecida, enquanto a Adobe já disse que 2020 é a data limite para fornecimento de ferramentas relacionadas a ela.

Outra questão relacionada à segurança foi resolvida no Chrome 76, com os sites não mais sendo capazes de detectar quando um usuário está navegando em modo anônimo. Essa possibilidade tinha a ver com a maneira pela qual o navegador lidava com sua API de sistemas de arquivos e era usada por serviços que continham paywalls ou experiências personalizadas.

Não mais, entretanto. A nova versão do browser remove essa possibilidade, considerada por muitos também como uma vulnerabilidade por alguns, e garante navegação efetivamente anônima aos usuários, de forma que os scripts que garantiam esse tipo de detecção não funcionem mais.

Ainda, a Google modifica a forma com a qual o browser lida com os PWAs, os web apps progressivos, facilitando a instalação deles e, também, a indicação de que se tratam de propostas seguras. Sempre que um deles estiver disponível e de acordo com os parâmetros impostos pela companhia, o usuário verá uma notificação no primeiro acesso e, depois, poderá realizar a instalação quando quiser com um único clique na barra de endereços.

Instalação de web apps progressivos se tornou mais simples e, nos sites confiáveis, pode ser feita com um único clique (Imagem: VentureBeat)

Nos dispositivos móveis, a atualização inclui ainda mecanismos que detectam o cadastro de um usuário em um site e sugerem uma senha segura, além de melhorias na sincronização de histórico entre dispositivos de diferentes categorias. A atualização também corrigiu bugs e problemas de performance em todas as plataformas, com direito ao anúncio de que US$ 28 mil foram pagos a especialistas somente pelas brechas de segurança resolvidas nesta atualização.

Ainda, para os desenvolvedores, foram adicionados recursos que permitem a manipulação das cores do próprio navegador, caso o usuário permita isso, e melhorias em APIs de pagamento e armazenamento de credenciais, assim como atualizações na engine de JavaScript. O update já está disponível para todos os sistemas operacionais, mas no iOS e Android, está sendo liberado em etapas, podendo não aparecer imediatamente para todos os usuários.

Fonte: VentureBeat

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