Streaming já representa 75% da indústria musical nos EUA

Por Felipe Demartini | 21 de Setembro de 2018 às 10h38
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Números atualizados da RIAA (Associação da Indústria Fonográfica da América, na sigla em inglês) mostram que os serviços de streaming já representam 75% de todo o mercado fonográfico dos Estados Unidos. Os dados são dos primeiros seis meses deste ano, período em que o setor voltou a crescer por conta, principalmente, do ritmo acelerado de ganho de utilizadores promovido pelas soluções digitais.

De acordo com relatório da associação, o setor como um todo aumentou 10% no primeiro semestre de 2018, com um faturamento total de US$ 4,6 bilhões. É um crescimento considerável, sim, mas que para a RIAA também mostra desaceleração, uma vez que, entre 2016 e 2017, no mesmo período, a variação positiva foi de 17%.

Ainda assim, para a organização, não há motivo para desespero nem preocupações, afinal de contas o mercado digital vai de vento em popa. A alta no faturamento foi motivada, principalmente, pelo fluxo de cerca de um milhão de novos assinantes por mês nas diferentes plataformas de streaming, com aumento, principalmente, no número de utilizadores de serviços pagos.

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Neste quesito, o crescimento foi de 33,3%, com receita de US$ 2,55 bilhões. Enquanto isso, nas plataformas gratuitas, cujo faturamento é obtido por meio da receita de anúncios, o aumento foi de 15,6%, com US$ 498 milhões gerados para a indústria. A expectativa é que, com a desaceleração no número de novos usuários na medida em que todos os interessados aderem a plataformas do tipo, comece a conversão de gratuitos para pagos, gerando mais faturamento.

Enquanto isso, na indústria tradicional, por assim dizer, continua a queda vertiginosa nas vendas de CDs. Esse segmento trouxe US$ 420 milhões para o setor, com uma queda de 41% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Uma baixa dessas também foi sentida entre os downloads, com 27% de faturamento a menos em relação ao mesmo período do ano anterior.

A expectativa, agora, é que a indústria fonográfica comece a trabalhar para fazer com que os CDs sigam o mesmo caminho dos discos de vinil, tornando-se peças de coleção e itens vintage. A estratégia deu certo para os bolachões, tanto que, mais uma vez, esse tipo de item apresentou aumento nas vendas, com 12% a mais em relação ao primeiro semestre de 2017.

Na somatória geral, as vendas de álbuns físicos são responsáveis por 10% do mercado, com US$ 461,6 milhões em faturamento. Os downloads contribuem com uma fatia de 12% e movimentam US$ 562,2 milhões, enquanto o streaming, como dito, completa o gráfico.

No relatório, a RIAA também parabenizou artistas como Drake, Cardi B, Camila Cabello, Post Malone, Migos, Travis Scott, Jason Aldean e Charlie Puth como os grandes campeões do primeiro semestre. Todos tiveram álbuns de sucesso, que rapidamente atingiram discos de ouro ou platina não apenas no mercado americano, mas também mundial, contribuindo grandemente para os números positivos apresentados pela associação.

Fonte: RIAA

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