Volta da Lei do Bem já gerou queda de 10% nos preços de eletrônicos

Por Redação | 23 de Junho de 2016 às 12h08

O governo até tentou derrubar a Lei do Bem, mas, em abril, ela voltou a valer. E, desde então, os preços de eletrônicos no Brasil caíram cerca de 10% durante este segundo trimestre de 2016, com baixas significativas, principalmente, nos setores de telecomunicações e informática. A tendência é que os valores caiam ainda mais ao longo das próximas semanas e meses.

A estimativa é do Zoom, um dos principais sites de comparação de preços em atividade no Brasil, e mostra que o campeão em reduções foram os smartphones. Na média, os celulares tiveram uma baixa de 8% nos preços praticados pelas lojas online, com os PCs e notebooks na segunda colocação, com 7%, e os tablets fechando o top 3, com 6%.

Em alguns casos específicos, entretanto, a redução é bem maior do que essa. O ASUS ZenFone 2 com 16 GB de armazenamento, por exemplo, chegou a apresentar queda de 20% entre o final de abril, quando a Lei do Bem voltou a valer, e a primeira semana de junho. A maior redução, todavia, aconteceu na categoria de PCs, onde o notebook HP 11-n226br, com processador Intel Celeron e tela de 11,6 polegadas, teve seu preço reduzido em 37% em alguns varejistas.

Para Thiago Flores, diretor executivo do Zoom, o retorno do pacote de incentivos não é o único fator a impactar no preço dos eletrônicos, uma vez que eles também estão sujeitos à alta da inflação, movimentação do dólar e crescimento na taxa de juros. Por outro lado, a noção é de que o segundo trimestre de 2016 já apresentou uma boa redução nos preços em relação ao começo do ano, e a tendência é de que os valores caiam ainda mais. Uma perspectiva interessante para quem quer renovar o computador ou trocar o smartphone.

Sancionada em 2005, a Lei do Bem tem como objetivo incentivar a inclusão digital e reduzir o preço de produtos eletrônicos no Brasil por meio da isenção de pagamento de impostos como PIS/Pasep e COFINS para produtos de informática e telecomunicações produzidos no Brasil e que custem até R$ 1.500. No final do ano passado, o benefício foi revogado como forma de ajudar a pagar a dívida dos cofres públicos.

Originalmente, a Medida Provisória 690 previa a suspensão da Lei do Bem em 2016 e seu retorno gradual a partir do ano que vem, com sua eficácia voltando a ser completa até 2019. No final de abril, entretanto, uma liminar do Tribunal Regional Federal suspendeu a MP e fez com que o pacote de incentivo voltasse a valer em todo o território nacional, após uma ação movida pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Fonte: Zoom

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