Uso do cheque segue em queda, mas tíquete médio cresce em 2022
Por Giovana Pignati • Editado por Claudio Yuge |

O uso do cheque segue em queda no Brasil. Um levantamento do Serviço de Compensação de Cheques (Compe) revelou uma redução de 7,3% em 2022, em comparação com o ano anterior. Nos últimos 30 anos, a diminuição foi ainda mais expressiva, com uma queda registrada de 94% em relação ao número de cheques compensados em 1995.
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Dentre os fatores que explicam a redução significativa ao longo dos anos, estão os avanços tecnológicos que permitiram pagamentos digitais, como internet e mobile banking, mas principalmente a criação do Pix em 2020. É o que diz Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), confira:
“Atualmente, sete em cada dez transações bancárias no país são feitas pelos canais digitais (internet e mobile banking), reflexo da comodidade, velocidade e segurança oferecidas por estes meios de pagamentos. Soma-se a isso também o Pix, que ao longo de dois anos de funcionamento, se consolidou como o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros”, afirma Faria.
Cresce o valor do tíquete médio
O levantamento ainda revela que, apesar da redução no número de cheques, o total do volume financeiro dos documentos permaneceu estável, passando de R$ 667 bilhões em 2021 para R$ 666,8 bilhões no ano passado. Por fim, os dados ainda apontam um aumento no tíquete médio, que saiu de R$ 3.046,52 para R$ 3.257,88.
"Os números mostram que a população está usando o cheque para transações de maior valor, enquanto o Pix é utilizado como meio de pagamento para transações de menor valor, como por exemplo, em compras com profissionais autônomos, e também para acertar pequenos débitos familiares ou entre amigos”, avalia Faria.