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Uber questiona gastos internos com IA após esgotar orçamento anual em abril

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Divulgação/Uber
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A alta liderança da Uber iniciou um questionamento público sobre a viabilidade financeira dos investimentos em inteligência artificial (IA) dentro da companhia. O movimento ocorre após a empresa registrar um consumo acelerado de recursos tecnológicos sem que isso gerasse um aumento proporcional na produtividade ou no lançamento de ferramentas para os usuários.

Em entrevista recente ao programa Rapid Response, o diretor de operações (COO) e presidente da Uber, Andrew Macdonald, afirmou que a falta de um vínculo direto entre os gastos com a tecnologia e a entrega de valor prático torna esses custos difíceis de justificar.

A empresa tenta mensurar o impacto prático dessas ferramentas frente ao montante financeiro alocado.

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Orçamento anual esgotado em abril

A discussão interna foi motivada por uma declaração do diretor de tecnologia (CTO) da Uber, Praveen Neppalli Naga, à publicação The Information. O executivo revelou que a companhia esgotou todo o orçamento anual de 2026 destinado à ferramenta Claude Code ainda no mês de abril.

O gasto precoce gerou debates sobre o volume de consumo de tokens de IA e os impactos dessa despesa no planejamento corporativo. Conforme dados compartilhados por Macdonald, a análise das lideranças de engenharia apontou que o aumento no uso de tokens não resultou em um acréscimo de 25% em recursos úteis para o consumidor final.

A Uber desembolsou US$ 3,4 bilhões em pesquisa e desenvolvimento durante o ano de 2025, valor que representa uma alta de 9% na comparação anual.

Desaceleração de contratações e revisões no setor

Para compensar os custos elevados com os sistemas de inteligência artificial, o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, anunciou em teleconferência de resultados a desaceleração no ritmo de contratação de profissionais humanos.

Em posicionamentos anteriores, o executivo já havia sinalizado preocupação com o impacto da automação no mercado de trabalho, estimando incertezas para os 9,5 milhões de motoristas e entregadores da plataforma caso os veículos autônomos passem a dominar as viagens.