Skyone lança IA que promete criar apps corporativos em poucos minutos
Por Bruno De Blasi |
A Skyone apresentou, nesta quarta-feira (12), a sua nova ferramenta de vibecoding para o público corporativo. Conhecida como Skyone Creator, a plataforma é capaz de gerar apps com facilidade a partir de prompts.
O recurso faz parte do Skyone Studio, plataforma que já reúne integração de sistemas, gestão de dados, automações e agentes. Com a novidade, a empresa promete entregar mais autonomia a diferentes áreas de negócios para desenvolver soluções próprias.
A novidade segue uma lógica similar ao ChatGPT, Claude, Gemini e demais plataformas de IA. Na prática, o usuário só precisa descrever o que precisa construir, como se estivesse conversando com uma pessoa.
Na sequência, o modelo interpretará o pedido para gerar o código. A primeira versão funcional, segundo a companhia, é entregue em poucos minutos, e pode ser refinada com novas instruções na sequência.
Ao Canaltech, o diretor de Produtos da Skyone Luiz Eduardo Severino, explica a plataforma tem arquitetura agnóstica em relação aos modelos de IA.
“Não vinculamos a experiência a um único LLM”, afirma. “Utilizamos modelos de mercado de acordo com características como capacidade, desempenho e adequação à tarefa, enquanto a camada de tecnologia da Skyone é responsável pela orquestração, contexto, integração e execução da aplicação.”
Segurança e governança
O principal diferencial do Creator, segundo a empresa, é levar a criação de aplicações por IA para um ambiente corporativo integrado e governado.
Para isso, as aplicações rodam com um isolamento entre clientes e controle de acesso baseado em perfis e permissões. Já as credenciais e chaves de API ficam de fora do código da aplicação.
A plataforma ainda mantém versionamento, registro de execução e a possibilidade de reverter alterações, a fim de facilitar a manutenção dos apps feitos com IA.
“O nível de aprovação e participação da TI pode variar conforme a política de cada organização e a criticidade da aplicação. Nossa proposta não é criar obrigatoriamente uma barreira manual para toda publicação, mas oferecer mecanismos para que cada empresa estabeleça a governança adequada ao seu contexto”, pontua Severino.