Samsung pode estar envolvida em escândalo de corrupção na Coreia do Sul

Por Redação | 09.11.2016 às 10:27 - atualizado em 09.11.2016 às 11:53

A sede da Samsung Electronics, em Seul (Coreia do Sul), foi invadida pela polícia na manhã desta quarta-feira (09). A ação faz parte de uma força tarefa que investiga a presidente sul-coreana Park Geun-hye de corrupção.

O escândalo político teve início quando a polícia descobriu que o chefe do executivo do país asiático estaria praticando tráfico de influência. Ainda segundo as autoridades policiais, Park estaria deixando decisões importantes de seu governo nas mãos de Choi Soon-sil, uma amiga pessoal de longa data que não tem qualquer participação na política.

Batida policial na sede da Samsung, em Seul, apreendeu vários documentos que podem ligar a empresa a esquema de tráfico de influência do presidente do país
Batida policial na sede da Samsung, em Seul, apreendeu vários documentos que podem ligar a empresa a esquema de tráfico de influência do presidente do país (Reprodução: Reuters)

Além disso, também foi descoberto que Choi vinha utilizando sua proximidade da presidente para pressionar e cobrar propinas de grandes conglomerados industriais, incluindo a Samsung. As coisas ficaram estranhas de verdade quando as investigações revelaram que a fabricante de smartphones depositou aproximadamente 2,8 milhões de euros em uma empresa de fachada de Choi.

Portanto, a invasão da sede da Samsung faz parte das averiguações policiais, que agora buscam por documentos que comprovem a ligação da empresa com o escândalo político deflagrado há alguns meses.

Caso esse link seja provado, a reputação da fabricante ficará ainda mais manchada depois do Galaxy Note7. Também há chances de os investidores se reunirem para tomar medidas judiciais contra a Samsung - o que pode piorar ainda mais a situação.

Via Financial Times, SamMobile