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Quais mecanismos de segurança protegem o seu voto na urna eletrônica?

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urnas eletrônicas
Reprodução/Antonio Augusto/TSE

A segurança da urna eletrônica depende de diferentes mecanismos aplicados antes, durante e depois da votação. Entre eles estão a inspeção do código-fonte, testes públicos, assinatura digital dos programas, hashes para verificar arquivos, funcionamento da urna sem conexão à internet e auditorias realizadas no próprio dia da eleição.

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Nas Eleições 2026, os sistemas que serão usados no pleito foram assinados digitalmente e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 4 de setembro. Antes disso, os códigos ficaram disponíveis para inspeção por entidades fiscalizadoras desde outubro de 2025.

A lógica é usar diferentes controles que possam ser verificados de forma independente. Hesron Hori, especialista em segurança da informação, explica que operações críticas precisam combinar prevenção, fiscalização e testes, em vez de depender de uma única barreira.

Proteção começa antes de a urna chegar à seção

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Uma das primeiras etapas ocorre no desenvolvimento dos sistemas eleitorais. Em 2026, oito entidades inspecionaram os códigos-fonte, incluindo Senado Federal, Ministério Público Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) e Sociedade Brasileira de Computação (SBC).

Os programas também passam pelo Teste Público de Segurança, no qual investigadores procuram vulnerabilidades nos sistemas. Em maio, participantes retornaram ao TSE para o Teste de Confirmação, destinado a verificar se as correções e melhorias identificadas anteriormente haviam sido implementadas.

Segundo o tribunal, nenhum dos achados verificados nesta etapa comprometeu o sigilo ou a integridade do voto.

Depois, os programas são compilados, assinados digitalmente e lacrados. A assinatura permite verificar a autenticidade dos softwares que serão utilizados, enquanto a lacração encerra o desenvolvimento das versões destinadas à eleição.

Outro mecanismo são os hashes, pequenas sequências geradas matematicamente a partir dos arquivos. Se um arquivo for alterado, seu hash também muda. Com isso, entidades fiscalizadoras podem comparar os programas instalados nas urnas com as versões oficialmente lacradas pelo TSE.

Urna eletrônica fica conectada à internet?

Não. Segundo o TSE, a urna usada para registrar o voto funciona isolada de redes e não depende de internet durante a votação.

A transmissão dos resultados ocorre posteriormente e envolve outra etapa do processo. Depois do encerramento da votação, os dados são retirados da urna por meio da mídia de resultado e enviados à Justiça Eleitoral por sistemas próprios.

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Mesmo quando redes de telecomunicações são utilizadas nessa transmissão, o TSE afirma que os provedores funcionam apenas como meio de transporte e que o conteúdo é protegido por criptografia.

O que é conferido no dia da eleição?

Antes de receber o primeiro voto, cada urna imprime a chamada zerésima. O documento identifica o equipamento e mostra que nenhum candidato possui votos registrados naquele momento.

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A zerésima é assinada pelos responsáveis pela seção e pelos fiscais presentes antes do início da votação.

Também ocorre o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, feito por amostragem. Urnas selecionadas são submetidas, no mesmo dia da eleição, a uma votação controlada: escolhas registradas previamente em cédulas de papel são digitadas no equipamento e depois comparadas com o resultado emitido pela urna.

Nas Eleições 2026, há ainda uma modalidade com participação de eleitores voluntários para utilização da biometria na habilitação do equipamento durante o teste.

Em urnas escolhidas para auditoria, também é possível verificar os hashes dos programas instalados e validar suas assinaturas digitais antes da emissão da zerésima.

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Resultado de cada urna pode ser conferido

No fim da votação, cada equipamento emite o Boletim de Urna (BU), documento que mostra quantos votos cada candidatura recebeu naquela seção, além dos votos brancos, nulos e do total de comparecimento.

O boletim é impresso e disponibilizado na seção. Ele também possui um QR Code que pode ser lido pelo aplicativo Boletim na Mão para comparar o documento físico com os dados eletrônicos.

Para as Eleições 2026, o calendário eleitoral determina ainda que o TSE publique os boletins recebidos para totalização. Isso permite que os resultados divulgados sejam comparados com os documentos produzidos individualmente por cada urna.

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O conjunto dessas etapas cria diferentes pontos de fiscalização ao longo do processo, desde o software que será instalado até o resultado produzido em cada seção eleitoral.