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Prime Air: Amazon lança oficialmente o serviço de entrega por drones

Por| 21 de Julho de 2022 às 09h00

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As entregas de encomendas via drone é um sonho antigo da Amazon. A gigante varejista vem testando esse modelo de distribuição há anos, com vários testes já realizados nos últimos anos. E agora é oficial: após anos de desenvolvimento, a companhia começa a realizar o deslocamento de produtos comprados pelos clientes do serviço Prime Air.

Por enquanto, somente uma pequena fatia dos consumidores poderá utilizar o serviço, na área da Lockeford, na Califórnia; e College Station, no Texas, nos Estados Unidos. O serviço é realizado em conjunto com o Walmart, com uma quantidade limitada de drones desenvolvidos especialmente para isso. Vale destacar que, para conseguir esse modelo de distribuição, a Amazon tem que lidar com diretrizes, que estão sendo confeccionadas, para ajustar a realidade das cidades e do tráfego aéreo à nova plataforma.

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O Prime Air deve começar a funcionar ainda este ano para uma clientela mais ampla, mas ainda não há data para isso. Por enquanto, a Amazon vem entrando em contato com os clientes interessados, nas áreas de teste atualmente cobertas pelo serviço, oferecendo a entrega rápida e gratuita por drone. A estimativa é de que os pedidos cheguem em menos de uma hora, com um rastreador de status disponível para os consumidores.

Como funciona a entrega dos drones da Amazon

É claro que nem tudo pode ser transportado, dada às limitações dos drones. Os pacotes precisam pesar até 2,27 quilos. Os entregadores voadores robóticos do Prime Air podem voar até 80 km/h, a até 122 metros de altura. A equipe da Prime Air criou um sistema proprietário espacial de sentido e prevenção, que permite aos pequenos veículos operarem em distâncias maiores. Isso oferece mais segurança, já que, assim, fica mais fácil evitar aeronaves e obstáculos terrestres.

Os drones da Amazon têm capacidade para identificar objetos estáticos, como chaminés ou edifícios, e outros em movimento, a exemplo de aeronaves. Caso algo que possa entrar em choque seja detectado, os dispositivos possuem protocolos para mudança automática de curso. Durante a entrega, o cliente é orientado a deixar pequena área livre de pessoas, animais ou outros objetos, para que o pouso com a encomenda seja feito sem riscos.

O serviço foi autorizado pela Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês), em operações que podem ser realizadas fora além da linha visual. Mas muita coisa precisa acontecer para que seja realmente efetivado como um modelo de distribuição em larga escala. Afinal, é preciso saber realmente se os drones não vão congestionar o tráfego aéreo, quais os riscos de alguém se machucar com um problema de funcionamento ou a queda acidental de uma encomenda, e quantos veículos da Amazon podem operar simultaneamente no ar.

Se durante a fase de testes houve um problema sequer relacionado às questões básicas acima, todo o esforço da Amazon precisa ser repensado, já que a FAA acompanha o tema de perto e pode exigir várias contrapartidas de segurança para oficializar o modelo de distribuição em todo o país.

Ainda assim, a Amazon parece bastante confiante com o cronograma de lançamento do Prime Air ainda este ano em vários locais dos Estados Unidos. Mesmo em um momento de recessão, a companhia dobrou sua equipe da unidade de entrega de drones, em uma equipe que atualmente conta com centenas de cientistas, engenheiros e profissionais de especializados em tecnologia aeroespacial.

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É o futuro das entregas um pouco mais perto da realidade. O experimento da Amazon é acompanhado de perto também por outros gigantes varejistas, já que, se tudo der certo, será uma referência para a distribuição de encomendas em todo o mundo.

Fonte: ZDNet