Pix bate recorde de transações em um dia e vira pagamento mais usado

Pix bate recorde de transações em um dia e vira pagamento mais usado

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 07 de Abril de 2022 às 21h00
André Magalhães/Canaltech

O sistema de pagamentos Pix obteve dois grandes recordes recentemente, segundo dados do Banco Central. O primeiro deles foi ter superado seu próprio recorde de transações em um único dia. O segundo foi ter se tornado pela primeira vez a modalidade de pagamento mais usada do Brasil, superando os cartões.

Nesta quarta-feira (6), o Pix chegou ao volume de 59,9 milhões de transações, quando movimentou R$ 32,8 bilhões. O recorde anterior era relativamente recente; em 1º de abril, foram 57,8 milhões de transferências que totalizaram R$ 34,9 bilhões.

O recorde de valores por dia da modalidade, no entanto, continua sendo o do dia 20 de dezembro de 2021, quando lidou com R$ 36,8 bilhões em 51,9 milhões de transações.

Pix tornou-se a modalidade de pagamento mais usada do Brasil (Imagem: Divulgação/Marcelo Casal Jr/Agência Brasil)

Em março, o Banco Central confirmou também que o Pix tornou-se a modalidade de pagamento mais usada. No quarto trimestre de 2021, chegou a 20,61% da quantidade total de transações realizadas no país. Assim, superou por pouco o cartão de débito, com 20,28%, e o de crédito, com 19,73%. No mesmo período em 2020, o Pix tinha só 1,29%, o que demostra sua rápida ascensão.

No quesito volume financeiro, a transferência TED ainda é a forma mais usada, com 45,35% de participação. As transferências intrabancárias ficaram com 18,28%, e os boletos e convênios, 13,75%. O Pix ficou em quarto lugar no trimestre, com 8,91% de participação.

Na quantidade de transações, os dados consolidados dizem que houve 3,89 bilhões de Pix emitidos no trimestre; o líder deste quesito foram os cartões (crédito, débito e pré-pago), com 9,49 bilhões. Já no volume de transações, o Pix chegou a R$ 1,92 trilhões; o primeiro lugar foi das transferências (TED, DOC, TEC, cheque e intrabancárias), com R$ 14 trilhões.

Fonte: Banco Central (1, 2)

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