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Parler: CEO da rede social conservadora é demitido

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Reprodução/Parler
Reprodução/Parler

John Matze, o CEO da rede social conservadora Parler, anunciou na última quarta-feira (3) aos seus funcionários que ele foi demitido pelo conselho da empresa na semana passada. As informações são do canal Fox Business.

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Em um memorando enviado aos colaboradores da plataforma, Matze diz:

"Em 29 de janeiro de 2021, o conselho do Parler, controlado por Rebekah Mercer decidiu encerrar imediatamente minha posição como CEO da Parler. Eu não participei dessa decisão. Eu entendo que aqueles que agora controlam a empresa fizeram alguns comunicados aos funcionários e terceiros que, infelizmente, criaram uma confusão e me levaram a fazer esta declaração pública. Nos últimos meses, encontrei resistência constante à minha visão de produto, minha forte crença na liberdade de expressão e minha visão de como o Parler deve ser gerenciado. Por exemplo, defendi mais estabilidade do produto e o que acredito ser uma abordagem mais eficaz para moderação de conteúdo. Trabalhei horas intermináveis ​​e lutei constantes batalhas para fazer o Parler funcionar. Mas, neste ponto, o futuro do Parler não está mais em minhas mãos. Quero agradecer aos funcionários e aos apoiadores do Parler por seu trabalho incansável e devoção à empresa. Eles são um grupo incrível de pessoas diversificadas, trabalhadoras e talentosas e tenho o maior respeito por eles. Muitos deles se tornaram minha segunda família".

O Parler é uma rede social bastante popular entre a extrema-direita e que ganhou os holofotes após a invasão do Capitólio, ocorrido no último dia 06 de janeiro, por partidários de Donald Trump. O episódio tinha como objetivo impedir a certificação da vitória do democrata Joe Biden como o novo presidente dos EUA pelo Congresso e Senado e resultou na morte de cinco pessoas.

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O Parler passou a ser investigaoa quando surgiram evidências de que os invasores da casa legislativa dos EUA haviam usado a plataforma - assim como outras redes sociais - para coordenar o ataque. A empresa que administra o app é financiada por Rebekah Mercer, uma filantropista conservadora, cuja família estava entre os apoiadores mais influentes de Donald Trump, então candidato à presidência em 2016.

Fora do ar

Com boa parte da opinião pública condenando a invasão e diante das evidências do uso do Parler para o ato, Apple e Google - sob pressão - resolveram remover a rede social de suas lojas de aplicativos. A justificativa era de que os administradores da plataforma permitiam - ou não conseguiam controlar - conteúdos que incitavam a violência, o que burlava suas regras de uso.

A coisa degringolou de vez quando a Amazon Web Services removeu o Parler de seus serviços de hospedagem na nuvem. Além disso, outras empresas de cloud computing também se recusaram a receber a rede social. Com isso, ela ficou fora de maneira definitiva.

Matze tentou reagir, afirmando que o Parler estaria de volta no final de janeiro. Para isso, ele tentou utilizar provedores de serviços, digamos, alternativos. Isso inclui uma empresa de tecnologia russa, que dá acesso a outros sites de extrema-direita, que promovem racismo e teorias da conspiração.

O Parler ganhou ampla popularidade entre os usuários de extrema-direita e foi amplamente baixado nos últimos meses, quando outras redes sociais (finalmente) passaram a reprimir com mais força conteúdos que promoviam o ódio, a desinformação eleitoral e incitação à violência. A plataforma registrou milhões de downloads após a derrota de Trump nas eleições presidenciais de novembro e chegou a ficar em primeiro lugar na App Store. Ela ficou ainda mais popular depois que o ex-presidente dos EUA foi banido de forma definitiva do Twitter.

Matze surgiu como uma estrela da mídia conservadora em meio ao caos em torno do Parler. Com a rede social retirada do ar pela Amazon, ele fez aparições regulares no noticiário para defender a liberdade de expressão. Ainda no memorando enviado aos funcionários, ele afirma que tirará algumas semanas de folga antes de procurar um novo empreendimento.

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“Depois disso, estarei em busca de novas oportunidades onde minha perspicácia técnica, visão e as causas pelas quais sou apaixonado serão exigidas e respeitadas. Quero agradecer a todas as pessoas do Parler que apoiaram a mim e à plataforma. Este tem sido o verdadeiro sonho americano: uma ideia de uma sala de estar a uma empresa de valor considerável. Não estou dizendo adeus, apenas um até breve"

Com informações do Business Insider

Fonte: Fox Business