OpenAI vai trabalhar com governos para levar o ChatGPT para as escolas; entenda
Por Marcelo Fischer Salvatico • Editado por Bruno De Blasi |

A OpenAI anunciou nesta quarta-feira (21) o lançamento da iniciativa “OpenAIs Education for Countries”. O projeto tem como objetivo colaborar diretamente com governos e instituições de ensino para integrar ferramentas de inteligência artificial (IA), como o ChatGPT, na infraestrutura educacional de diversos países.
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A empresa justifica o movimento com projeções de estudos que indicam que quase 40% das habilidades profissionais essenciais mudarão até 2030, principalmente, por conta da IA.
O programa pretende fechar a “lacuna de capacidade” existente entre o potencial das ferramentas tecnológicas e o uso prático pelas pessoas no dia a dia.
A proposta inclui o fornecimento de acesso ao ChatGPT Edu, ao modelo GPT-5.2 e a recursos de interface como o modo estudo e o canvas. Além do software, a iniciativa oferece as "OpenAI Certifications" para capacitar estudantes e professores com habilidades práticas alinhadas às demandas atuais do mercado de trabalho.
O grupo inicial de adesão ao programa conta com Estônia, Grécia, Jordânia, Cazaquistão, Eslováquia, Trinidad e Tobago, Emirados Árabes Unidos e a Conferência de Reitores de Universidades da Itália.
Na Estônia, por exemplo, a implementação já alcança 30.000 estudantes e educadores em escolas de ensino médio e universidades públicas.
A OpenAI também informou que colaborará com iniciativas nacionais de pesquisa para mensurar como a IA afeta a produtividade docente e os resultados de aprendizagem.
Busca por aporte de US$ 50 bilhões
Paralelamente à expansão educacional, a desenvolvedora do ChatGPT negocia uma nova rodada de investimentos com fundos soberanos do Oriente Médio. O valor da captação é estimado em cerca de US$ 50 bilhões, mas os números finais ainda podem sofrer alterações.
Sam Altman, CEO da OpenAI, viajou aos Emirados Árabes Unidos, um dos países que participará do projeto de educação, para participar pessoalmente das tratativas, com a expectativa de que o acordo seja fechado ainda no primeiro trimestre deste ano.
A movimentação acontece pouco tempo após a empresa levantar US$ 40 bilhões em uma rodada liderada pelo SoftBank no ano passado e visa manter a competitividade financeira e tecnológica frente a rivais como o Gemini, do Google.
Caso concretizado, o novo aporte pode elevar a avaliação de mercado da companhia para um patamar entre US$ 750 bilhões e US$ 830 bilhões, superando significativamente a avaliação anterior de US$ 500 bilhões obtida após uma venda de ações em outubro.
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