Open banking: um caminho sem volta e repleto de possibilidades para o consumidor

Por Colaborador externo | 21 de Março de 2018 às 06h54

*Por Maria Juliana do Prado Barbosa

Se você já se acostumou a pagar uma conta em segundos por meio do smartphone, dificilmente vai admitir a ideia de enfrentar uma fila de agência bancária para fazer essa operação tão cotidiana. A transformação digital, portanto, se solidifica a partir daí. O aprimoramento da tecnologia avança, o consumidor adere ao novo e os provedores de serviços têm de oferecer cada vez mais facilidades. Os bancos – grandes investidores em tecnologia de ponta para operações online – percebem que a tendência dos aplicativos para smartphones são um caminho sem volta, o que deflagrou mundialmente o open banking.

Trata-se de um modelo de negócios no qual os bancos abrem as plataformas digitais próprias para que aplicações de terceiros – fintechs – ofereçam serviços aos correntistas, integrados à instituição financeira. Bancos e fintechs usam uma Interface de Programação de Aplicações (API- Application Programming Interface) para viabilizar os serviços.

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O movimento open banking transformou instituições financeiras tradicionais e as fintechs em parceiras. O que parecia ser o começo de uma guerra, pode ter se tornado a busca por parceiros de tecnologia para tornar os serviços viáveis ao cliente final. Parece ser uma das decisões indispensáveis neste momento. Esse é o caminho mais rápido para os bancos inovarem, sem ter de investir tantos recursos e muito capital humano no desenvolvimento de soluções próprias. O cenário atual impele bancos a se adaptarem para atrair os clientes, que já se acostumaram à inovação e às facilidades. Operações bancárias tradicionais começam a fazer parte do passado.

Por enquanto, estamos seduzidos com aplicações dos nossos bancos no smartphone. Mas, o open banking vai nos transportar, por exemplo, ao acesso a nossas contas sem nos preocuparmos se estamos no aplicativo do banco em que temos conta. Em um curto espaço de tempo, poderemos usar um aplicativo único para vários bancos. Ou, então, reunir em um só aplicativo no smartphone todas as operações de débito ou crédito online. Na prática, isso é operar em open banking.

Bancos e fintechs se complementarão no desenvolvimento de novas aplicações que vão gerar mais receita para eles e mais valor para os clientes. Essa é uma discussão que está começando. Enquanto o consumidor se acostuma a novas formas de usar serviços financeiros, as instituições precisam se adaptar rapidamente à abertura de suas plataformas a parceiros confiáveis de forma segura. Não há dúvida que a disrupção se instalou definitivamente. Os grandes bancos têm à sua frente uma nova realidade. Permitir a outras empresas se relacionarem com seus clientes, usando sua plataforma tecnológica. Eles devem raciocinar mais como as fintechs. O que parecia ser impossível se tornou uma nova fonte de negócios e de faturamento. O setor pode estar dando um passo rumo a aumentar as possibilidades de rendi mentos.

*Maria Juliana do Prado Barbosa é diretora de portfólio da Informa Exhibitions e responsável pela feira Cards Future Payment

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