Magalu recupera margens no 1º trimestre de 2022 e marketplace cresce 50%
Por Dácio Castelo Branco • Editado por Claudio Yuge |
O Magalu informou para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) os resultados financeiros obtidos por suas operações no período correspondente ao primeiro trimestre de 2022. Como destaque, consta a recuperação de margens pela empresa após a adoção de estratégias de adaptação, nos últimos meses, para navegar o atual cenário econômico.
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Segundo os resultados, no primeiro trimestre a margem buta do Magalu, indicativo do retorno percentual de vendas, atingiu 27,8% no período, um aumento de 2,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período em 2021. Já a margem EBITDA, indicativa da lucratividade operacional, chegou a 6,1% em março, apresentando evolução em relação aos 5% mostrados nos períodos anteriores.
“A evolução da margem é fruto da busca do equilíbrio entre crescimento e rentabilidade, sobretudo no setor de bens duráveis, no qual somos líderes.” afirma Frederico Trajano, CEO do Magalu.
No primeiro trimestre do ano, as vendas totais da companhia, lojas e e-commerce, ultrapassaram R$ 14 bilhões — um crescimento de 84% da operação nos dois últimos anos. O e-commerce total, contabilizando vendas de produtos de estoque próprio (1P) e dos sellers do marketplace (3P), avançou 16% na comparação anual. Já as vendas online atingiram R$ 10,2 bilhões, correspondendo a 72% das vendas totais do Magalu no período.
Marketplace do Magalu acelera no primeiro trimestre
Os resultados obtidos pelo Magalu no primeiro trimestre contam com apoio importante do marketplace do braço de e-commerce da empresa. No total, as vendas dos 180 mil sellers presentes na plataforma somaram R$ 3,6 bilhões de janeiro a março, um crescimento de 50% em comparação ao ano anterior.
Com esses números, o marketplace já corresponde a mais de um terço, 36%, de tudo o que é vendido nos canais digitais do Magalu, sendo o que mais se expande na empresa, incorporando, no último ano, 124 mil novos vendedores.
Mas os resultados também foram positivos para as lojas físicas, com as mais de 1,4 mil unidades atingindo quase R$ 4 bilhões de lucro, valor 6% superior ao mesmo período de 2021 — e também melhores que os meses finais do ano passado, com março sendo o mês que melhor performou.
E o marketplace também impacta as lojas físicas, com 13% dos pedidos dessa modalidade sendo retirados pelos clientes em uma das 1,2 mil lojas habilitadas para o Retira Loja, serviço que substitue, caso o consumidor queira, a entrega a domicílio das compras online.