Keeta faz demissão em massa no Rio de Janeiro após adiar lançamento na cidade
Por Bruno De Blasi | •

A Keeta realizou uma demissão em massa após o adiamento do lançamento da plataforma de delivery no Rio de Janeiro. Ao Canaltech nesta quinta-feira (5), a empresa confirmou o corte de 200 postos de trabalho na cidade.
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Em nota, o braço internacional da Meituan reforçou o adiamento na capital fluminense, o que resultou nos cortes das equipes da operação no Rio de Janeiro.
“A empresa reitera que conduziu o processo com as equipes no Rio de Janeiro em total conformidade com as leis e exigências locais, agindo com cuidado e respeito aos funcionários, assim como sempre fez em suas operações. Cada pessoa que deixou a empresa hoje recebeu um pacote de indenização para apoio na transição profissional. Somos gratos a cada um por suas contribuições”, diz a nota.
A empresa ainda se comprometeu em manter “todos os seus 1.200 postos de trabalho existentes”, com atenção especial ao desenvolvimento das operações em São Paulo, e reafirmou o investimento de R$ 5,6 bilhões em cinco anos no Brasil.
Atualmente, a Keeta possui operação em São Paulo e em outras cidades do estado, como Santos e São Vicente.
Estreia atrapalhada
A estreia da Keeta no Rio de Janeiro, mercado que já conta com a presença do iFood e da 99Food, estava marcada para 26 de fevereiro. A chegada da plataforma foi marcada, principalmente, pela aparição repentina de placas em restaurantes com o QR Code para baixar o aplicativo.
Porém, no dia da estreia, a empresa anunciou o adiamento para “focar na defesa do livre mercado”. Até o momento, não há uma nova previsão para o início das operações na capital fluminense.
Em comunicado, a companhia afirmou que está concentrada em “melhorar o padrão de serviço do mercado para consumidores, restaurantes e entregadores parceiros”, incluindo a resolução de “questões estruturais que impedem uma competição saudável” no setor antes da expansão pelo país.
“O mercado brasileiro de delivery de comida é disfuncional por causa de cláusulas de exclusividade impostas por concorrentes, como 99Food e iFood, que impedem restaurantes de escolher livremente suas plataformas de entrega. Essa prática restringe os ganhos de restaurantes e entregadores parceiros, reduzem a variedade para os consumidores e freiam a inovação, criando barreiras que precisam ser superadas para garantir um crescimento sustentável do setor”, justificou a empresa na semana passada.
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