iFood dobra preço da taxa de entrega e restaurantes criticam

Por Nathan Vieira | 19 de Maio de 2020 às 21h15
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Na última sexta-feira (15), o iFood anunciou, por meio de um e-mail enviado a restaurantes cadastrados na plataforma, que faria um reajuste nas taxas de entrega: a taxa de entrega no raio de 2 quilômetros do restaurante subiu de R$ 3,99 para R$ 7,99, o dobro. Para distâncias acima de 7 quilômetros subiu de R$ 11,99 para R$ 13,99 (alta de 17%).

De acordo com o portal de notícias UOL, a empresa disse que os valores das rotas são calculados usando fatores como a distância percorrida, a cidade e o dia da semana. Em abril, 61% dos entregadores recebeu R$ 19 ou mais por hora trabalhada, valor quatro vezes maior do pago por hora tendo como base o salário mínimo. A companhia ressaltou que, segundo seu próprio levantamento, os ganhos médios mensais dos entregadores que têm a atividade de entregas como fonte principal de renda aumentaram 36% em abril quando comparado a fevereiro.

Segundo nota de esclarecimento do iFood, a empresa destinará R$ 50 milhões de sua receita na forma de um fundo de assistência a restaurantes, valores que dependerão do valor de comissão que o restaurante paga atualmente ao iFood, e irá antecipar os recebimentos dos restaurantes, sem custo adicional. "Com isso, a expectativa é injetar até R$ 2,5 milhões no mercado brasileiro em antecipações. Restaurantes de todo o Brasil poderão pedir ao iFood a antecipação do repasse utilizando o Portal do Parceiro".

iFood aumenta taxa de entrega em restaurantes (Divulgação)

Outra iniciativa anunciada pelo app é o 'Pra Retirar', no qual os usuários fazem o pedido via app e retiram diretamente no restaurante) será devolvido integralmente aos restaurantes parceiros. Serão mantidas apenas as taxas de meio de pagamento do pedido.

Restaurantes temem perda clientes

Em entrevista ao UOL, proprietários criticaram o reajusta. Um deles, além de entregadores do iFood (que são pagos com as taxas cobradas dos clientes do aplicativo), mantém dois motoboys próprios, que fazem entrega ao custo de R$ 5 a R$ 7, dependendo da distância. "Justamente por ter entregadores próprios, eu sei exatamente que essas taxas do iFood são muito caras", apontou uma empreendedora de Brasília.

Um proprietário de restaurante em São Paulo disse: "Até entenderia o aumento nos custos se fosse de um fornecedor em dificuldades. Mas do iFood, não. Com a crise, o iFood está conquistando mais parceiros e clientes na sua plataforma. Ou seja, está ganhando nas duas pontas", lamentou.

Fonte: UOL

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