Goldman Sachs prevê queda e recomenda venda de ações da Apple

Por Rui Maciel | 17 de Abril de 2020 às 11h50
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O banco de investimentos Goldman Sachs rebaixou a nota das ações da Apple nessa sexta-feira (17) e recomendou a venda dos papeis da empresa. Isso porque a instituição prevê uma profunda desaceleração na demanda do consumidor ao longo de 2020.

Os analistas afirmam que as vendas da criadora do iPhone sofrerão um impacto severo, diante da grave crise econômica causada pela pandemia do COVID-19. Com isso, o segmento de hardware da empresa pode sofrer uma desaceleração que pode durar até 2021.

O Goldman Sachs reduziu sua meta de preço nas ações da Apple para US$ 233, uma baixa de 20% em relação ao fechamento da última quinta-feira. Essa é a terceira revisão para baixo nos papeis da empresa feita pela Goldman desde 17 de fevereiro, quando a crise do coronavírus já era uma realidade em muitos país e começava a crescer nos EUA.

Ainda assim, as ações da Apple foram negociadas a US$ 286,69 por papel no fechamento do pregão da última quinta-feira, uma queda de 2% no acumulado do ano.

Queda sensível nas vendas do iPhone

Carro-chefe da Apple, os iPhones devem ter uma queda nas vendas de até 36% no segundo trimestre deste ano - mesmo com a chegada da nova versão do iPhone SE - segundo previsões da Goldman Sachs. Uma recuperação deve ocorrer apenas no quarto trimestre de 2020, quando haverá uma redução nas vendas de apenas 2%.

Uma das causas para esta queda é a interrupção global da cadeia de suprimentos, causada pela crise do COVID-19. Ainda em fevereiro, a Apple já havia alertado que a demanda no mercado chinês - até então o epicentro da pandemia - estava enfraquecida, além de interromper as atividades de suas fábricas no país, o que compromete as metas da compahia no segundi trimestre. Além do iPhone, outros hardwares da empresa devem ter queda semelhante nas vendas ao longo de 2020.

Chegada do iPhone 5G pode ser adiada

Além da previsão de queda ao longo de 2020, a crise do coronavírus pode impactar também as vendas da Apple para 2021. Com isso, um dos produtos mais esperados da marca, o iPhone 5G, pode ter sua apresentação - prevista para o segundo semestre desse ano - adiada. Isso porque, segundo a equipe de analistas do Goldman Sachs, os consumidores, em época de recessão, tendem a optar por dispositivos mais baratos, algo que não se encaixa exatamente na linha de produtos da Maçã.

No entanto, ainda que as previsões não sejam das mais animadoras, o banco de investimentos prevê que a crise não atinja a (enorme) base de fãs leais da Apple. Uma das saídas de seus usuários deve ser a de manter os seus atuais dispositivos da marca por mais tempo e fazer as atualizações necessárias apenas em casos de extrema necessidade.

De qualquer forma, a Apple tenta se antecipar às previsões, depositando suas esperanças na ampliação de sua base de fãs a partir do lançamento dos novos iPhones SE, considerada sua linha "popular" de smartphones. Vendidas a partir de US$ 399, o dispositivo aposta em design (semelhante ao do iPhone 8) e desempenho (como o do iPhone 11) a preços mais módicos.

Fonte: Business Insider  

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