Funcionários da Amazon entrarão em greve durante o Prime Day

Por Rafael Rodrigues da Silva | 08 de Julho de 2019 às 22h19
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Faltando cerca de uma semana para o Prime Day — o dia dedicado à promoções em todo o site da Amazon — os trabalhadores da empresa estão pensando em outra coisa que não é tão interessante para a chefia. Segundo informações reveladas pelos próprios trabalhadores e veiculadas pelo Engadget, os funcionários do galpão da Amazon em Shakopee (no estado de Minnesota) entrarão em greve justamente no Prime Day, paralisando por cerca de seis horas suas atividades.

O protesto tem o intuito de fazer a Amazon escutar duas das demandas que os trabalhadores acreditam ser urgentes: a diminuição das quotas diárias/semanais/mensais de serviço, que muitos funcionários consideram inumanas e tornam o trabalho muito mais perigoso do que deveria ser, além de uma maior conversão de trabalhadores temporários em funcionários contratados, o que permite que esses trabalhadores possam ter uma maior estabilidade e fazer planos para o futuro.

Essa não será a primeira vez que os trabalhadores da Amazon nos Estados Unidos paralisam suas atividades para exigir melhores condições de trabalho, mas é a primeira vez que essas greves acontecerão em datas cruciais de venda para a empresa, com a chance de afetar de forma significativa os lucros da companhia. A maior preocupação dos funcionários é com o que pode acontecer a eles após a paralisação pois, apesar de o direito de greve ser algo protegido por lei, a Amazon e a Integrity Staffing Solutions (empresa terceirizada que contrata funcionários temporários para os galpões da Amazon) já possuem diversos processos na Comissão Nacional do Trabalho por conta de demitir ou descontar parte do salário de funcionários que entraram em greve.

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Em comunicado oficial publicado nesta segunda-feira (8), a Amazon alega que todos os seus funcionários possuem salários e benefícios acima do mercado, e que oferece a seus empregados ambientes com a mais avançada segurança. Vale ressaltar que nenhum desses fatores está na pauta da greve, que pede apenas uma diminuição nas quotas de produção individuais e a maior utilização de funcionários contratados pela própria Amazon ao invés de temporários contratados por terceirizadas, e em nenhum momento o comunicado da Amazon toca nesses pontos.

Fonte: Engadget

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