Facebook defende pedido de Sheryl Sandberg para investigar George Soros

Por Rafael Rodrigues da Silva | 07 de Dezembro de 2018 às 10h09
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O corpo diretor do Facebook defendeu nesta quarta-feira (5) o pedido feito pela diretora de operações (COO) da empresa, Sheryl Sandberg, para que sua equipe investigasse o bilionário George Soros, um dos maiores críticos do Facebook.

A gigante de tecnologia assume que Sandberg pediu para que a equipe dela investigasse as motivações financeiras do bilionário George Soros depois de ele ter chamado empresas como o Facebook e a Google de uma “ameaça para o mundo” durante um discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em janeiro deste ano. Em seu discurso, Soros acusa ambas as empresas de terem se tornado monopólios que criam obstáculos para a inovação e são os causadores de diversos problemas que estamos apenas começando a descobrir.

Após as críticas, Sandberg pediu para que sua equipe começasse a investigar se havia algum tipo de motivação política ou econômica por trás da fala de Soros, e Mark Zuckerberg contratou a empresa de mídia Definers para retaliar contra seus críticos, entre eles Soros. A empresa usou seu acesso à mídia para tentar pressionar jornalistas a investigarem as ligações econômicas existentes entre Soros e membros do grupo Freedom from Facebook, uma coalizão de críticos da rede social que pedem para que o governo dos Estados Unidos quebre o monopólio da empresa.

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Em carta enviada a Patrick Gaspard, presidente da Open Society Foundation, uma rede mundial de doações criada por Soros, Colin Stretch, conselheiro geral do Facebook, afirma que Sandberg apenas exerceu sua função como COO da empresa, querendo entender se a figura pública que estava atacando a empresa tinha algum tipo de motivação política ou financeira por trás de suas críticas.

A carta ainda responde uma acusação feita por Garland no Twitter na terça-feira (4), quando ele afirmou que Sandberg mentiu quando disse que não sabia sobre o envolvimento do Facebook com a Definers (empresa de mídia que o Facebook contratou para caluniar seus adversários). A carta de Stretch enfatiza que realmente não sabia sobre o envolvimento do Facebook com a Definers, e que o trabalha da empresa de mídia já estava em andamento quando ela enviou a Garland um e-mail pedindo informações sobre Soros.

Por enquanto, nem a Open Society Foundation nem George Soros se pronunciaram sobre os conteúdos da carta do Facebook.

Fonte: Cnet

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