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Entenda os novos limites para tarifas de cartões pré-pagos e de débito

Por  • Editado por  Claudio Yuge  | 

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Pexels/Karolina Grabowska
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O Banco Central anunciou nesta segunda-feira (26) uma resolução que limita as tarifas de intercâmbio (TIC) para as transações realizadas com cartões de débito e pré-pagos. A medida, que visa reduzir os custos de processamento para os comerciantes e consumidores finais, pode significar uma perda de receita para as fintechs.

A tarifa de intercâmbio (TIC) é o percentual pago pelo estabelecimento comercial que aluga as maquininhas ao emissor do cartão. Segundo a autoridade monetária, as medidas visam aumentar a eficiência do ecossistema de pagamentos e incentivar o uso de instrumentos de pagamento mais baratos, reduzindo custos de processamento para os comerciantes e, assim, reduzindo custos para os consumidores finais.

O teto definido pelo BC para os cartões pré-pagos, emitidos por fintechs, é de 0,7%. Já o limite máximo para cartões de débito, administrados por grandes bancos, é de 0,5%. Como as instituições financeiras digitais não costumam cobrar pelo serviço do cartão, a TIC é uma importante fonte de receita – e que não havia limite até antes da resolução.

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Nubank e PagSeguro podem sofrer impacto negativo com novos limites

Para o BTG Pactual, a resolução é um avanço importante para a inclusão da população de baixa renda. A medida, porém, poderá trazer impactos negativos para as instituições financeiras digitais, como Nubank e PagSeguro.

Segundo o banco de investimentos, dentre as empresas que possui cobertura, a Cielo, Getnet e Stone serão impactadas positivamente pela mudança. A Cielo, em especial, vê melhora na aquisição, visto que não emite cartões pré-pagos.

Já o PagSeguro poderá ter um impacto negativo na frente de emissão de cartões e menor prazo de liquidação, mas acredita que também haverão benefícios com a diminuição da taxa. Conforme dados do BTG, o novo regulamento deve impactar entre 5% e 10% no Ebit de 2023 da fintech.

No caso do Nubank, as taxas de intercâmbio representaram 7% da receita LTM em junho de 2022. Segundo a fintech, caso as mudanças anunciadas estivessem valendo desde o dia 1º de julho de 2021, a receita da empresa teria sido afetada negativamente em 2,9%. O BTG estima que a resolução pode afetar em até 30% o Ebit do roxinho no próximo ano.

Fonte: InfoMoney; Folha de S. Paulo; Investing.com