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Como funciona o boleto bancário?

Por| Editado por Claudio Yuge | 31 de Maio de 2022 às 18h20

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Como funciona o boleto bancário?
Como funciona o boleto bancário?

Todo brasileiro já ouviu sobre ou usou o boleto bancário, modalidade de pagamento que, através de um código de barras ou a representação numérica dele, permite o envio de dinheiro a empresas ou comércios. A categoria financeira, exclusiva do Brasil, existe desde 1980, embora só tenha assumido a forma conhecida hoje em 1993.

Mas como funciona o boleto bancário, além da descrição básica do pagamento através do código de barras? Para entender, é necessário primeiro saber o contexto no qual ele surgiu, cerca de 40 anos atrás.

A criação do boleto bancário

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Na década de 1960, os bancos brasileiros se tornaram responsáveis por receber o pagamento de serviços públicos como água e luz, por consequência do aumento de agências bancárias no país. Cerca de 10 anos depois, as instituições também começaram a receber o pagamento de títulos referentes a órgãos privados, aumentando exponencialmente o número de transações — e, com isso, uma forma de automatizar o processo, para aliviar a carga dos atendentes e melhorar a organização começou a ser estudada.

Foi então no início dos anos 1980 que surgiu o boleto bancário, mas ainda sem o código de barras, que só apareceria em 1993 e permitira que os pagamentos pudessem ser realizados em qualquer banco independentemente da instituição que deveria o receber.

A popularização do boleto, além da facilidade de pagamento, também ocorreu por conta que desde 1980 até hoje o Brasil contar com grande parcela da população desbancarizada, ou seja, sem vínculos com banco - segundo o IBGE, em 2021 eram 16,7 milhões de pessoas nessa situação. Como a modalidade de pagamento não exige contas ou qualquer outro serviço das instituições financeiras para poder ser pago, ele acabou virando o método preferido dessa parcela dos habitantes do país.

Como funciona o boleto bancário

Explicado a história e o contexto da criação do boleto bancário, agora é a hora de entender como a modalidade funciona. Basicamente, ele é um método de pagamento em que o processo é feito ativamente pelo cliente, e não por solicitação do recebedor, que só identifica a requisição do cliente e emite um documento, com prazo (a data de validade) para receber o pagamento.

Esse documento tem em seu corpo o recibo do pagador, que serve como as informações do pagamento para ciência do cliente, e a ficha de compensação, que fica sobre posse do banco.

Isso gera um documento, com formato padronizado pela Febraban, que conta com duas grandes áreas: o recibo do pagador e a ficha de compensação. O recibo vai ser a parte que vai ser entregue para o cliente após o pagamento e a ficha é a que vai ficar com a instituição bancária.

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O pagamento, após realizado, é enviado para a conta do recebedor, com crédito em prazo pré-estabelecido pelo banco (com o padrão sendo três dias úteis). Além disso, o próprio sistema conta, para as empresas, com informações sobre os documentos emitidos, pagos e que já tiveram o valor depositado nas contas, para melhor organização das cobranças.

Boleto também tem riscos de segurança

Sendo algo tão veterano no meio de pagamentos, o boleto também conta com seus riscos de segurança, propagados por agentes mal-intencionados na intenção de roubar dinheiro de desavisados.

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O principal dos golpes é o do boleto falso, em que criminosos coletam informações dos alvos para enviar comunicações, por e-mail ou SMS, se passando por empresas com serviços contratados pelos usuários. Essas mensagens informam de cobranças, e anexado normalmente está um documento com o CPF da vítima e outros indicadores que passam confiabilidade — e, quando pago, faz com que o dinheiro vá para a conta do fraudador.

Ainda dentro do golpe do boleto falso, uma vertente mais recente, que envolve até mesmo o PIX, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, também está surgindo. Esses documentos falsos contam tanto com o código de barras dos boletos quanto QR Code do PIX, e a fraude em geral ocorre do mesmo jeito, e envolvendo engenharia social e citação a dados das vítimas em potencial para gerar confiabilidade.

Para evitar esses golpes, as seguintes dicas são recomendadas:

  • Atenção ao destinatário. O endereço em geral é genérico e não tem relação com as empresas.
  • Atenção aos dados pessoais. Na fatura falsa não há a informação do nome do cliente, apenas o código do assinante, um número que poucos se lembram. Além disso, a identificação do cliente é diferente. Existe um número na mensagem e outro na fatura.
  • Fique de olho no código de barras. Contas de consumo (gás, energia, telefonia) sempre começam com o número 8. Por se tratar de uma fatura falsa, o código de barra começa com o número da instituição financeira na qual a fatura foi gerada ilegalmente.
  • Visite o site oficial das empresas que supostamente emitiram o boleto. Se não encontrar a página online, ainda é possível entrar em contato com a companhia pelos canais oficiais. Nunca use os contatos informados no e-mail ou SMS, pois eles também podem ser falsos.
  • Confirme os dados do destinatário antes de concluir o pagamento via boleto ou Pix. Como em todos os esquemas fraudulentos, os criminosos usam nomes de laranjas para receber o dinheiro dos golpes. Apenas pagamentos legítimos mostrarão os nomes corretos das empresas e sua razão social.
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Fonte: GerenciaNet, Banco InterSuperlogica