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Comissão Europeia apura riscos do Instagram e Facebook para jovens

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 16 de Maio de 2024 às 10h04

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Brett Jordan/Unsplash
Brett Jordan/Unsplash

A Comissão Europeia (CE) abriu um processo formal para apurar se a Meta viola a Lei dos Serviços Digitais (DSA, em inglês) em relação à proteção de menores de idade. A investigação do braço executivo da União Europeia (UE) parte da preocupação de que o Instagram e Facebook possam estimular vícios comportamentais nos jovens.

Comissão Europeia investiga Instagram e Facebook

O procedimento surge a partir da análise preliminar do relatório de riscos enviado pela empresa em setembro de 2023. Com base nesse relatório, a comissão iniciou processos para apurar algumas suspeitas, como é o caso da investigação anunciada em abril sobre o risco de desinformação.

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Assim como o processo iniciado no mês passado, o caso atual apura se a Meta violou os termos da DSA, a lei que regulamenta os serviços digitais no bloco. Dessa vez, o braço executivo da UE foca na segurança de menores de idade no Instagram e Facebook, especialmente em relação aos vícios que os sistemas podem trazer.

“A Comissão está preocupada com o fato de os sistemas do Facebook e do Instagram, incluindo os seus algoritmos, poderem estimular vícios comportamentais nas crianças, bem como criar os chamados 'efeitos de toca de coelho'. Além disso, a Comissão também está preocupada com os métodos de garantia e verificação de idade implementados pela Meta”, informou a CE em nota à imprensa.

Segurança dos jovens nas redes sociais

Diante dessa preocupação, a comissão vai focar em três frentes em relação às obrigações da legislação. A começar pelo cumprimento da Meta em relação à avaliação e mitigação dos riscos causados pelas interfaces do Instagram e Facebook, que podem explorar abordagens que causam comportamentos de dependência em menores de idade.

A Comissão Europeia também vai observar as ações da Meta para impedir que menores de idade tenham acesso a conteúdos inadequados. Por fim, o processo vai focar na capacidade da empresa de implementar medidas para garantir um “elevado nível de privacidade, segurança e proteção para menores”.

Com a instituição do processo formal, as autoridades vão iniciar uma apuração para recolher provas. Contudo, não há um prazo para a investigação ser encerrada.

“Temos preocupações de que o Facebook e o Instagram possam estimular o vício comportamental e que os métodos de verificação de idade que a Meta implementou nos seus serviços não sejam adequados”, disse a Vice-Presidente Executiva para uma Europa Preparada para a Era Digital, Margrethe Vestager. "Queremos proteger a saúde física e mental dos jovens.”

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O que diz a Meta?

O Canaltech entrou em contato com a Meta na manhã desta quinta-feira (16). Em nota, a empresa reforçou que deseja que os jovens tenham experiências seguras e adequadas na internet. Confira o posicionamento na íntegra:

"Queremos que os jovens tenham experiências seguras e adequadas à sua idade na internet e passamos a última década desenvolvendo mais de 50 ferramentas e políticas para protegê-los. Este é um desafio para todo o setor e esperamos poder compartilhar os detalhes do nosso trabalho com a Comissão Europeia."

Atualizado às 10h46 com o posicionamento da Meta.