Comércio sem contato potencializou QRCode: novo serviço essencial para a marcas

Comércio sem contato potencializou QRCode: novo serviço essencial para a marcas

Por Loren Monteiro | 21 de Abril de 2021 às 10h00
Mobile Transaction

Após mais de um ano de pandemia, como trouxe no meu artigo anterior, já podemos ver diversas transformações que aconteceram mundialmente nos mercados de produtos e serviços, trazendo novos desafios na criação de projeções de vendas e comportamentos dos usuários para diversos setores. Uma tendência que, até então, avançava a curtos passos, é o QR Code.

Segundo uma pesquisa realizada este ano pela consultoria britânica Juniper Research, o número de pessoas que realiza pagamentos usando QR Codes e serviços financeiros ligados ao código vai crescer dos atuais 1,5 bilhão para mais de 2,2 bilhões até 2025, equivalente a 29% dos usuários de aparelhos celulares no mundo. E um dado interessante divulgado pela Panorama Mobile Time/Opinion Box: houve um crescimento de 35% para 48% no uso dos pagamentos via QR Code durante o segundo e terceiro trimestre de 2020 somente no Brasil — e, esse crescimento tem total relação com a pandemia, uma vez que a funcionalidade evita o contato físico entre as pessoas e objetos de uso compartilhado. 

Mas essa tendência está só no começo. Atualmente, o uso que está mais na rotina das pessoas é o QR Code em pagamentos, em vez de cartão ou dinheiro. Mas há diversas formas de incluir essa inovação cada vez mais na vida das pessoas, já que, além de facilitar processos, vai totalmente ao encontro das condutas de higienização exigidas no momento, mas que deverão continuar no mundo pós-pandêmico.

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Aqui na Tembici, lançamos no segundo semestre do ano passado a liberação das bikes nas estações  via QR Code. O serviço vem sendo implementado em todas nossas praças do Bike Itaú e os resultados são extremamente positivos: em Pernambuco, 60% dos desbloqueios já são por QR Code e, no Rio de Janeiro, já supera 45%; São Paulo está com mais de 51% de adesão e, em Porto Alegre e Salvador (que ainda não completaram nem um mês com a novidade no sistema), já superam 47% e 38%, respectivamente. E essa aceitação vale para a América Latina também: em Santiago, registramos nos últimos 30 dias, 46% de adesão.

E se o QR Code pode ser utilizado para facilitar o deslocamento seguro das pessoas pelas cidades, imaginem a quantidade de serviços em que se é possível inovar e implementar a função. As empresas e poderes públicos estão percebendo que precisam acompanhar as inovações e têm reforçado, inclusive, a importância da tecnologia  para a saúde pública.

O QR Code já se provou prático e eficaz — e, em breve, será um serviço comum no nosso dia a dia. A função não foi planejada para ser essencial e sim funcional, mas, por fatores imprevisíveis como a pandemia, ganha o papel de tecnologia protagonista e passa a pressionar as empresas a se adaptarem. Inovar é necessário e, por aqui, casa muito com nosso objetivo de contribuir cada vez mais para a construção de cidades inteligentes.

*Artigo produzido por colunista com exclusividade ao Canaltech. O texto pode conter opiniões e análises que não necessariamente refletem a visão do Canaltech sobre o assunto.

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