Chinnovation: evento traz inovações no mercado chinês de internet

Por Stephanie Kohn | 31 de Maio de 2017 às 17h35

Pela primeira vez São Paulo abriga um evento exclusivamente para apresentar inovações e oportunidades no mercado chinês de internet. Organizado pela CBIPA (China and Brasil Internet Promotor Agency), em parceria com o Baijing, o Chinnovation trouxe 25 gigantes chinesas que planejam expandir suas operações para fora do país de origem, além de 500 executivos brasileiros que trabalham ou tem interesse em trabalhar com o mercado chinês de internet.

Segundo In Hsieh, CEO da CBIPA, os fundos de venture capital Beam e Grand View, que compõem a delegação estrangeira que está no evento, possuem US$ 100 milhões disponíveis para investir em mercados fora da China. Além disso, o evento traz a oportunidades de troca de informações e aprendizados entre os países.

“A ascensão de inovações com origem na China, como serviços mobile payment, online to offline (O2O), utilitários móveis monetizados e a onda de inteligência artificial são novidades que devem beneficiar também o ecossistema local de internet, além do conhecido apetite chinês por ativos brasileiros”, comenta Yan Di, presidente da CBIPA e country manager do Baidu.

Online to Offline: o mundo do delivery

Os negócios O2O (Online to Offline) são serviços que o consumidor usa no mundo real, mas são comprados pela internet. Mas, enquanto no Brasil, este setor cresceu 30% em 2016, na China, o O2O teve um aumento de 200% três anos antes.

Um dos negócios chineses mais promissores nesta área são as centrais físicas de restaurantes, farmácias, mercados e outros comércios de bairro unificados em um mesmo prédio ou centro comercial. Com uma logística compartilhada e sistemas integrados, consumidores têm acesso a serviços de entrega dos mais diversos itens utilizando apenas um app.

Nos grandes centros urbanos da China, como Beijing, Shangai e Shenzen, é muito comum encontrar prédios lotados de cozinhas, mas sem nenhum clientes no local. Ali, todos os pedidos chegam por aplicativo. Os pedidos são produzidos em cozinhas fechadas, chamadas de dark kitchens, e a entrega é feita por uma malha de empresas de delivery que trabalham conectadas às cozinhas.

O empresário Andreas Blazoudakis, fundador da Movile e produtor de apps como iFood e Ingresso Rápido, captou esta tendência durante suas visitas à China e lançou, durante evento Chinnovation, o Delivery Center, que segue a mesma lógica do modelo de negócio chinês.

Os primeiros quatro prédios serão abertos ainda em 2017. Cada central de delivery será composta por cerca de 20 estabelecimentos entre restaurantes, farmácias, mercados e serviços de conveniência 24 horas, que atenderão consumidores em um raio de até 4 quilômetros. A previsão e futuramente logo no primeiro ano de atuação é de R$ 10 milhões.

Confira abaixo um vídeo com o fundador do Delivery Center e o CEO da CBIPA.

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