China registra queda de mais de 20% nas remessas de smartphones em 2020

Por Rui Maciel | 11 de Janeiro de 2021 às 14h30
Divulgação

Dados do governo chinês divulgados nesta segunda-feira (11) apontaram que as remessas domésticas de smartphones no país asiático caíram 20,4% em 2020 caíram 20,4% em comparação ao ano anterior. Isso significa que o número de aparelhos entregue caiu de 372 milhões (2019) para 296 milhões de unidades em 2020.

Em 2019, as vendas de smartphones caíram 4% em relação ao ano anterior, de acordo com informações da China Academy of Information and Communications (CAICT), um think tank apoiado pelas autoridades públicas chinesas. Fabricantes entraram em 2020 na esperança de que o ano trouxesse vendas renovadas à medida que os consumidores adquirissem novos telefones compatíveis com as redes 5G, que se encontram em rápida expansão da China.

Aliás, é de olho nesse crescimento no uso das redes de quinta geração que a Apple lançou seus primeiros aparelhos habilitados para 5G na China no outono passado. Os analistas continuam otimistas com a recepção dos aparelhos, já que proprietários leais de iPhone, que antes atrasavam a atualização, agora compram novos aparelhos.

Declínio

No primeiro semestre do ano passado, as marcas nacionais, como OPPO, Vivo e Xiaomi tiveram quedas acentuadas nas remessas. Já a Huawei, a marca chinesa líder no segmento de alta tecnologia, continuou a aumentar sua participação no mercado, uma vez que na China, ela não era inicialmente afetada pelas sanções praticadas pelos EUA.

Porém, na segunda metade de 2020, as vendas da Huawei diminuíram à medida que as restrições comerciais impostas pelo governo de Donald Trump à empresa entraram em vigor. Isso limitou o fornecimento de componentes essenciais para a marca. Por sua vez, Oppo, Vivo e Xiaomi aumentaram suas produções na esperança de capturar essa participação perdida pela Huawei.

Os fabricantes de celulares enviaram um total de 25,2 milhões de smartphones para consumidores na China no mês de dezembro, marcando um declínio ano-a-ano de 12,8%, de acordo com a mesma CAICT.

Por fim, a CAICT afirma que os dados refletiram tanto o impacto da crise do coronavírus na cadeia de suprimentos e na demanda, quanto a tendência contínua para os consumidores manterem seus telefones por mais tempo antes de atualizar para um novo modelo.

Fonte: Reuters  

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