China anuncia aumento de impostos sobre carros americanos

Por Rafael Rodrigues da Silva | 26 de Agosto de 2019 às 10h35
Tesla

A escalada na Guerra Fiscal entre Estados Unidos e China pode colocar novos setores da indústria americana na mira do país oriental, e a próxima vítima desta guerra deverá ser a indústria automobilística.

Semanas depois de Donald Trump anunciar que não irá mais emitir licenças para que empresas americanas negociem com a Huawei, o Ministro da Economia da China anunciou uma série de novos impostos para diversos produtos de origem americana que deverão ser aplicados ainda este ano.

Mesmo que os primeiros a sentirem os efeitos das novas taxas sejam o barril de petróleo e derivados de soja, que passarão a pagar mais 5% de impostos para entrar no território chinês já a partir de 1º de setembro, a indústria mais afetada por essas novas tarifas será a automobilística.

Isso porque, a partir de 15 de dezembro, a China voltará a cobrar dos carros americanos uma taxa adicional de importação de 25% do valor do veículo — tarifa esta que estava suspensa desde o fim do ano passado. Em alguns modelos específicos, será cobrado um novo imposto adicional de mais 10%. Isso fará com que alguns modelos de automóveis sejam taxados em 50% de seus valores, o que deve afetar principalmente marcas consideradas de luxo, como BMW, Mercedes-Benz e Tesla, que fabricam boa parte de suas frotas chinesas em território americano.

O anúncio das tarifas feito na última sexta-feira (23) não foi coincidência e aconteceu horas depois do governo dos Estados Unidos anunciar um aumento de tarifas para smartphones, laptops, consoles de videogame e outros aparelhos eletrônicos importados da China. Assim, o anúncio do aumento de tarifas no país oriental é uma resposta direta à administração de Donald Trump e pode ser usado como moeda de troca na negociação que os países terão no começo de setembro.

Das companhias que mais serão afetadas, apenas a Tesla já possui uma fábrica na China, mas espera-se que a linha de produção da companhia em território chinês comece a operar apenas no fim deste ano, podendo levar de seis meses a um ano até que ela esteja funcionando em sua capacidade máxima.

Fonte: Engadget

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