CFO da Huawei deixa a prisão sob fiança de US$ 7,5 milhões

Por Rafael Arbulu | 12 de Dezembro de 2018 às 10h39
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A CFO e filha do cofundador da Huawei, Meng Wanzhou, que havia sido presa há duas semanas no Canadá sob acusação de ter feito negócios com o Irã, violando sanções internacionais impostas pelos EUA, deixou a prisão sob pagamento de fiança de aproximadamente US$ 7,5 milhões. O dinheiro foi pago pelo marido da executiva e quatro colegas de trabalho.

Como parte do acordo de soltura, Wanzhou deverá usar uma tornozeleira eletrônica com GPS, além de entregar seu passaporte e contar com uma equipe de segurança (custeada por ela) seguindo-a onde quer que ela vá. Dentro destas condições, ela poderá reassumir as suas atividades de trabalho, desde que não deixe o país.

A possibilidade de extradição para os Estados Unidos, porém, ainda existe. O presidente norte-americano Donald Trump disse que pode, ele próprio, intervir no caso junto do Departamento de Justiça do país, em nome do interesse nacional ou se for para auxiliar os EUA a fecharem um acordo comercial justo com a China.

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Meng Wanzhou, CFO da Huawei, deixou a prisão sob pagamento de fiança, mas algumas condições do acordo ainda devem ser mantidas e ainda há risco de extradição para os EUA

A prisão de Meng Wanzhou estremeceu ainda mais a relação nada amistosa entre China e Estados Unidos. A prisão da executiva no Canadá se deu a pedido do país norte-americano, que acusa a Huawei de fraudar bancos a fim de auxiliar a Huawei a fazer negócios com o Irã. Segundo uma investigação, foi descoberto que a Huawei utilizou uma pequena empresa tecnológica de Hong Kong, chamada Skycom, para intermediar as relações com a nação do Oriente Médio.

No último final de semana, o embaixador norte-americano na China, Terry Branstad, foi convocado pelo vice-ministro de Relações Exteriores da China, Le Yucheng, onde um ultimato foi dado: ou o país repara seus erros interrompendo o processo contra a executiva e toma atitudes para libertar Wanzhou ou “respostas adicionais” serão dadas pela China ao governo americano. Para o ministro, os americanos violam a soberania nacional chinesa e tomam atitudes drásticas contra a acusada e também contra toda a nação asiática.

A prisão de Wanzhou não causou a melhor reação nas bolsas de ações chinesas: o índice Hang Seng China Enterprises de Hong Kong caiu 2,76% na manhã de 6 de dezembro, ao passo que o índice CSI 300, que relaciona as 300 maiores empresas de capital aberto em Xangai e Shenzhen, caiu 2,1%.

Fonte: PhoneArena

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