Apple pode mesmo comprar Netflix, de acordo com analistas

Por Redação | 02 de Janeiro de 2018 às 10h28
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Segundo analistas do Citi, existe uma probabilidade de 40% de que a Apple adquira a Netflix, agora que o corte de imposto corporativo foi aprovado nos Estados Unidos pelo presidente Donald Trump. Juntamente com o abono único, que permitirá às empresas repatriarem o dinheiro armazenado no exterior sem ter que pagar grandes impostos, o corte fará com que a Apple tenha mais dinheiro para comprar outras companhias.

Em uma nota enviada aos clientes em dezembro, os analistas Jim Suva e Asiya Merchant classificam a Netflix como uma meta de fusão e aquisição em potencial da Apple. Dentre outras empresas que a Maçã gostaria de comprar, também estão a Disney, com uma probabilidade entre 20 e 30%, as empresas de games Take-Two, Electronic Arts e Activision com 10%, e Tesla e Hulu com os menores percentuais.

Embora o iTunes tenha sido um grande sucesso para a Apple, os usuários da plataforma cada vez mais estão migrando para serviços de TV e filme como Netflix, Amazon ou Hulu, deixando para trás a empresa da maçã no quesito serviços de streaming de vídeos, o que torna plausível a ideia de adquirir a Netflix futuramente.

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Recentemente, em vias de alcançar as grandes plataformas nesta corrida, a Apple também apostou na produção de uma nova temporada para a premiada série antológica Amazing Stories, assinada por Steven Spielberg e que foi ao ar nas TVs americanas entre 1985 a 1987.

De acordo com Suva e Merchant, a Apple tem quase US$ 250 bilhões e vem crescendo US$ 50 bilhões por ano. Por anos, eles sempre evitaram repatriamento de dinheiro, a fim de evitar pagar uma alta tributação em cima deste valor. Porém, com a reforma tributária, a empresa da maçã enfim poderá colocar esses números em uso. “Com mais de 90% de seu dinheiro no exterior, um imposto de repatriação de 10% dá a Apple US$ 220 bilhões para fusões e aquisições ou recompras”, diz a dupla. De acordo com os dois, a Maçã precisaria de apenas um terço desse dinheiro para adquirir a Netflix.

Acreditar ou não acreditar? Eis a questão!

Vale relembrar que esta publicação reúne especulações sobre o mercado, que por si só é bastante volátil, com idas e vindas regulares a respeito de processos de aquisição, fusões e ações de empresas sempre subindo ou caindo. Portanto, é sempre bom ter calma quanto a estas previsões de especialistas.

A própria Forbes chamou a atenção para isso: os analistas do Citi não têm nada a perder ao fazer suas previsões e especulações do mercado. Mesmo se estiverem errados, ainda se respaldam numa chance de 60% dos negócios não se concretizarem. E se estiverem certos, os holofotes todos farão jus às suas apostas, e eles poderão se vangloriar disso.

Lembrando ainda que a Apple é bastante discreta quanto às suas negociações e que a Netflix anda no topo da onda, já que o mercado de entretenimento e tecnologia vem apostando pesado em streaming e o serviço é o primeiro nome que vem à mente quando procuramos uma referência. Talvez seja um pouco pretensioso demais imaginar que uma negociação deste porte envolva as duas empresas, pelo menos no curto ou médio prazo.

Fonte: Yahoo Finance

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