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App Grindr é processado sob acusação de vender dados sensíveis

Por  • Editado por  Douglas Ciriaco  |  • 

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App Grindr é processado sob acusação de vender dados sensíveis
App Grindr é processado sob acusação de vender dados sensíveis

O Grindr, aplicativo de relacionamentos focado em homens homossexuais, está sendo alvo de uma ação coletiva no Reino Unido que alega que a empresa teria compartilhado dados pessoais dos usuários com empresas de terceiros. As informações poderiam incluir etnias, orientações sexuais e se a pessoa é positiva para o HIV, segundo o site Business Insider.

Dados teriam sido compartilhados em 2018

A alegação veio por meio dos advogados da firma britânica Austen Hays na segunda-feira (22), segundo os quais “potencialmente milhares” de pessoas cadastradas no aplicativo teriam sido afetadas pelo compartilhamento indevido de dados sensíveis.

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De acordo com a empresa, a violação das informações pessoais teria ocorrido entre maio de 2018 e abril de 2020, cerca de quatro anos atrás. A argumentação destaca que o conteúdo teria sido vendido para companhias de propaganda como a Localytics e Apptimize e que essas marcas podem ter mantido uma parte dos dados após o uso.

Ainda conforme a Austen Hays, um número próximo de 670 requerentes assinaram a ação coletiva, mas a firma aponta que mais de mil indivíduos estão interessados em se juntar à causa.

Grindr responde

O Canaltech entrou em contato com o Grindr, que negou todas as alegações. “Estamos empenhados em proteger os dados dos nossos utilizadores e em cumprir todos os regulamentos de privacidade de dados aplicáveis, incluindo no Reino Unido”, afirma um porta-voz da plataforma.

“O Grindr nunca compartilhou informações de saúde relatadas por usuários para ‘fins comerciais’ e nunca monetizou tais informações. Pretendemos responder vigorosamente a esta afirmação, que parece basear-se numa descaracterização de práticas de mais de quatro anos, antes do início de 2020”, finaliza.

Vale lembrar que o Grindr foi multado em 6,5 milhões de euros em 2021 por vender dados sem consentimento.

Fonte: Business Insider