Amazon já está se preparando para um futuro "dominado" pelos robôs

Por Rafael Rodrigues da Silva | 15 de Julho de 2019 às 08h43
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A Amazon já está se preparando para o futuro, e ele será dominado pelas máquinas.

Na semana passada, a empresa anunciou um investimento de US$ 700 milhões para treinar cerca de 100 mil funcionários até 2025. O treinamento será voluntário e o objetivo é oferecer aos colaboradores que hoje trabalham nos armazéns da empresa em vagas que não exigem qualquer grau de especialização treinamentos na área de TI. Com isso, a empresa espera que eles possam atuar em vagas técnicas dentro da própria Amazon ou em outras empresas.

Esse anúncio coloca a Amazon na vanguarda do treinamento massivo de pessoal, algo que deverá acontecer com diversas empresas de todos os ramos de atividade nos próximos anos. De acordo com a plataforma de recrutamento de pessoal ZipRecruiter, quase 50% dos trabalhadores dos Estados Unidos irão perder seus empregos ou serão forçados a mudar de profissão até 2030 devido aos avanços da automação industrial e do uso de inteligência artificial pelas empresas.

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Essa estimativa foi calculada após um estudo de dezenas de milhares de vagas de recrutamento criadas em 2018 por conta do uso de IA, e conseguiu identificar uma clara tendência: a de que o uso de IA por enquanto tem criado mais vagas de emprego do que acabado com elas. Ainda de acordo com o estudo, para cada vaga no mercado de trabalho que foi substituída pelo uso de IA, três novas foram criadas — com a principal diferença sendo que, enquanto as vagas removidas eram do tipo que exigiam pouca capacitação, as vagas criadas eram do tipo que exigiam um certo grau de especialidade técnica.

A ZipRecruiter ainda explica que isso está acontecendo por conta do estágio em que estamos na evolução dessas IAs. Ela cita que a evolução desses programas pode ser dividida em três estágios. O primeiro é de uma “IA assistida” (que é onde estamos atualmente), em que esses programas são responsáveis apenas por automatizar processos repetitivos e por isso devem ser supervisionados por humanos. O segundo estágio seria o da “inteligência aumentada”, que é quando utilizamos sistemas de IA para tomar decisões automatizadas e melhorar a produtividade humana — em algum grau, essa fase já está acontecendo. Já o terceiro estágio, no qual deveremos entrar em meados de 2030, permitirá que as máquinas tomem decisões sozinhas levando em conta não apenas a lógica, mas também algum grau de inteligência emocional — e é nesse momento que ela realmente irá substituir os trabalhadores humanos.

Segundo as estimativas da ZipRecruiter, quando chegarmos nesse terceiro estágio de desenvolvimento das IAs, praticamente metade de todos os postos de trabalho que existem hoje poderão ser inteiramente automatizados, e todos esses trabalhadores podem se ver obrigados a passarem por uma recolocação no mercado de trabalho por causa de seus empregos simplesmente deixarem de existir.

Entre os setores que mais serão afetados por essas mudanças estão os de armazéns (32% das vagas de emprego atuais serão substituídas por robôs), finanças e seguros (27%) e serviços alimentícios e hoteleiros (26%). Já o setor que menos irá sofrer com a “revolução das máquinas” é o de construção civil, no qual praticamente não haverá nenhuma vaga que será substituída por um robô.

Com o programa de treinamento, a Amazon já tenta se preparar para essas mudanças, e faz sentido: como uma das maiores empresas do mundo no setor de armazéns (onde são embrulhados e enviados os itens comprados na loja virtual), os trabalhadores dela serão alguns dos mais afetados pela substituição por sistemas de IA. A Amazon possui hoje cerca de 600 mil funcionários ao redor do mundo, e uma redução de 32% desse efetivo significaria que 192 mil pessoas que hoje trabalham nela estariam desempregadas em 2030 com a extinção de suas vagas pelo uso de robôs.

Fonte: Busines Insider

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