Airbnb se depara com obstáculos que podem atrapalhar planos de abrir capital

Por Nathan Vieira | 17 de Outubro de 2019 às 18h47
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Em setembro deste ano, o Airbnb anunciou que pretende abrir capital em 2020, embora não tenha especificado se isso vai acontecer no primeiro semestre ou no segundo semestre do ano em questão. Também não está claro se a companhia apresentou documentos confidenciais à Comissão de Valores Mobiliários para uma oferta pública inicial. No entanto, a oferta do Airbnb de abrir o capital pode enfrentar novos obstáculos, já que a empresa de compartilhamento de residências aumentou os gastos no início do ano.

Acontece que o Airbnb aumentou os gastos com vendas e marketing para US$ 367 milhões (R$ 1,5 bilhões) no primeiro trimestre. As despesas totais cresceram 47% no primeiro trimestre, enquanto a receita aumentou apenas 31% no mesmo período. O status privado do Airbnb impede que investidores externos saibam exatamente quanto a empresa está lucrando — ou perdendo — trimestralmente. No entanto, as informações recém-divulgadas podem levantar questões sobre se a empresa está ganhando o suficiente para atrair investidores públicos.

Airbnb almeja abrir capital, mas provavelmente está enfrentando alguns obstáculos

O Airbnb se recusou a confirmar o aumento dos gastos, informando apenas que 2019 é um ano de grandes investimentos para apoiar anfitriões e convidados. Além disso, a empresa planejou recentemente contratar Goldman Sachs e Morgan Stanley como consultoras financeiras para um esforço de listagem direta em 2020. A empresa tem uma avaliação de US$ 31 bilhões (R$ 128 bilhões, aproximadamente) e estaria entre as maiores empresas a abrir o capital em 2020, se a listagem ocorrer.

Em setembro, a empresa lançou uma campanha de marketing multimilionária para promover a hospedagem nos Estados Unidos. Os anúncios foram veiculados na TV e também em canais digitais, até 17 de novembro. Na época, a empresa também trouxe alguns dados, como os 8,2 milhões de check-ins de hóspedes de Nova York, Los Angeles, São Francisco, Chicago e Seattle entre 1º de julho de 2018 e 1º de julho de 2019, ou a existência de mais de 40 mil experiências turísticas espalhadas em mais de mil cidades ao redor do mundo. Em certas localidades, como Seattle, Sydney e São Paulo, mais de 15% de todas as reservas foram feitas por usuários das próprias cidades.

Fonte: Business Insider

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