Adoção de tecnologia no ensino ganha força

Por Stephanie Kohn | 06 de Abril de 2018 às 15h51
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A tecnologia permeia a educação há algum tempo, mas nos últimos meses esta parceria deu um salto evolutivo. Recentemente, por exemplo, a Apple anunciou, depois de muitos anos longe do tema, um hardware específico para o setor educacional. O novo iPad, que compete com laptops Google Chromebooks  - já bastante populares em escolas -, também ganhou uma ferramenta de peso, a Schoolwork, que ajuda professores a distribuírem trabalhos e monitorarem o progresso dos alunos.

A Apple ainda criou o Classkit, uma API que permite que desenvolvedores criem aplicativos que se integrem ao serviço Schoolwork. A ideia é que estas ferramentas sirvam como base para impulsionar trabalhos que visem colocar a tecnologia como aliada no processo de ensino e aprendizagem. E se grandes empresas estão apostando no segmento é porque a demanda vem aumentado bastante.

Aqui no Brasil alguns projetos neste sentido também ganham força, o Educash é um deles. O game, desenvolvido pela startup Educar 3.0, ensina educação financeira para crianças de 9 a 12 anos e já foi testado em cerca de 60 escolas. “Os alunos jogam e os professores acompanham os processos de educação. O game traz experiência de resolução de problemas e dinâmicas que ensinam finanças e economia”, conta Flavio Ramos, diretor de operações e mercado da empresa.

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Segundo o diretor, a startup está firmando parceria com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, além de empresas privadas que podem distribuir os jogos em diversas escolas. Com isso, a ideia é atingir cerca de 1 mil instituições nos próximos três anos. Além disso, um parceiro na Finlândia deve colaborar para que a startup atenda mais de 15 mil escolas fora do Brasil.

“Pesquisas realizadas em diversas áreas como psicologia, neurociência e economia mostram que o desempenho cognitivo do aluno é beneficiado quando há ampliação da aprendizagem”, explica Flávio.

Já o Colégio Prudente de Moraes, de Salto, município do Estado de São Paulo, adotou em 2015 uma metodologia, chamada de Sala de Aula Invertida, criada pelos professores norte-americanos, Jonathan Bergmann e Aron Sams, em que os alunos têm autonomia para estudar os conteúdos das aulas antecipadamente em casa por meio de material digital fornecido pela escola, como vídeo aulas e até games.

Em 2016, o colégio implementou ferramentas do Google for Education capacitou sua equipe de professores e coordenadoras e adquiriu chromebooks para serem utilizados em sala de aula. E em 2018, o investimento aconteceu na reformulação da Sala de Informática para transforma-la em sala de Ensino Híbrido.

“Se os educadores souberem combinar as atividades lúdicas com os recursos tecnológicos, as aulas não se tornarão rotineiras e maçantes, mas despertarão nos alunos o interesse pelo conteúdo das matérias, mesmo daquelas consideradas mais “antipáticas”, facilitando enormemente o aprendizado da garotada e desenvolvendo nela o gosto pelos estudos”, explicou Ana Paula Barros de Paiva, orientadora educacional na área de Informática Educacional na empresa Planeta Educação, em artigo para o Canaltech.

Com informações do Estadão.

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