Pesquisadores norte-americanos decifram o processo de envelhecimento das células

Por Redação | 06 de Maio de 2013 às 10h36

Pesquisadores do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, Estados Unidos, publicaram recentemente na revista Nature os resultados de um estudo sobre o envelhecimento, que identificou que uma área localizada no hipotálamo é capaz de sinalizar o início do envelhecimento do corpo humano e de suas células.

A equipe coordenada pelo fisiólogo Dongsheng Cai monitorou a atividade da NF-kB no cérebro de ratos. Esta molécula é responsável pelo controle da transcrição do DNA e é relacionada a situações de estresse e inflamações no organismo. Os pesquisadores identificaram que a molécula NF-kB se tornou mais presente no hipotálamo conforme os ratos foram envelhecendo. Os resultados dessa pesquisa poderão contribuir, em um futuro próximo, no tratamento de doenças relacionadas ao envelhecimento.

Durante o processo de pesquisa, os cientistas aplicaram nos ratos uma substância capaz de inibir as reações da molécula NF-kB. E ao fazer isso, os pesquisadores puderam perceber que quando a molécula não estava em plena atividade no organismo, os ratos viviam mais e superavam com mais facilidade testes cognitivos e de movimento, sem redução de sua força muscular e massa óssea.

"Nós oferecemos evidências científicas para o conceito de que o envelhecimento sistêmico é influenciado por um tecido particular do corpo", afirmou Cai. Com a inibição da molécula no hipotálamo, os pesquisadores conseguiram aumentar em 20% o tempo de vida dos ratos e acreditam que o método possa surtir os mesmos efeitos no organismo humano.

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