Microsoft desenvolve touchscreen com sensações físicas

Por Redação | 08 de Agosto de 2014 às 13h31

As telas sensíveis ao toque dominaram o mercado mobile nos últimos anos, ao ponto em que celulares com teclado físico são, mais uma vez, citados como únicos. Mas, para muita gente, ainda faz falta a sensação de fisicamente pressionar botões ou digitar sentindo as teclas sob os dedos. É para esse público que a Microsoft quer apresentar sua nova tecnologia de telas sensíveis ao toque.

Desenvolvida por um laboratório de pesquisas da companhia na Ásia, a novidade funciona por meio de um conceito chamado eletrostática háptica, capaz de gerar sensações físicas por meio de impulsos elétricos. Isso, ao lado de microcurvaturas no display, é capaz de gerar sensações no dedo de quem está utilizando o celular, com a tela se moldando de acordo com a atividade que está sendo realizada e o tipo de interação que está acontecendo.

No caso de digitação, por exemplo, será possível ter uma sensação parecida com a de digitar em um teclado com teclas de verdade. Ou, no caso de arrastar uma pasta ou um aplicativo, sentir o “peso da aplicação”, causando a impressão de que estamos realmente levando um elemento físico para lá e para cá.

Em um dos testes, um tabuleiro de xadrez é mostrado na tela de um Lumia, com as partes brancas mais lisas, enquanto as pretas são mais ásperas. Isso é feito por meio de vibrações constantes na tela, capazes de alterar a forma como o ar age entre o dedo do usuário e o display, modificando as sensações do toque.

A ideia, de acordo com a pesquisadora Hong Tan, é tornar a utilização de aparelhos com tela sensível mais pessoal, ao contrário do “frio vidro” que sentimos nos dedos utilizando os aparelhos de hoje. Ela conta que não se tratam de vibrações abstratas ou sons, mas modificações efetivas na estrutura da tela, que apesar de sensíveis, são suficientes para causar sensações nos dedos dos usuários.

Além disso, o foco é a produtividade. Sensações táteis em teclados, por exemplo, facilitam a digitação e geram menos erros. Em regiões de frio extremo, onde os usuários utilizam luvas para andar por aí, telas desse tipo poderiam facilitar o uso do celular e, muitas vezes, permitir que eles sejam usados de forma mais rápida, sem que seja preciso efetivamente olhar para o display a cada toque.

A tecnologia, é claro, ainda é meramente experimental. Não existe nenhum tipo de previsão para uma aplicação prática, muito menos um lançamento para o grande público. Mas é uma ideia que, se funcionar, pode configurar uma revolução tão grande quanto a introdução das próprias touchscreens.

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