Google leva polícia a prender suspeito de pedofilia

Por Redação | 04 de Agosto de 2014 às 18h07
photo_camera Divulgação

Uma dica enviada pelo Google a um órgão de proteção infantil levou à prisão de um acusado de pedofilia na cidade de Houston, nos Estados Unidos. O homem guardava fotos explícitas de crianças e adolescentes em seu email, prova mais do que suficiente para emissão de um mandado de prisão e busca nos computadores do suspeito, revelando provas que suportaram a decisão.

O canal americano KHOU Channel 11 News não revelou o nome do indivíduo, mas disse que ele já havia sido condenado pelo ataque sexual a uma menina em 1994. Agora, ele é mantido preso em uma penitenciária de Houston e mantido sob fiança de US$ 20 mil. Caso seja paga, ele pode sair e responderá em liberdade a mais um processo por pedofilia, que pode acabar levando-o de volta à cadeia.

O Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (na tradução do nome original, em inglês), teria sido a instituição contatada pelo Google com as informações. A organização, então, entrou em contato com a polícia local, que possui um departamento especializado em crimes cometidos pela internet contra crianças e adolescentes. O detetive David Nettles, na reportagem, aparece elogiando a atitude da empresa de tecnologia, afirmando que o acesso deles a emails e outros meios de comunicação pode contribuir e muito para a prisão de indivíduos como este.

Após a localização das fotos no email pessoal do acusado, uma busca em celulares e computadores pertencentes ao suspeito revelou ainda mais imagens e mensagens de texto relacionadas ao caso. O Google, é claro, não tinha acesso a tudo isso, mas apenas a pista enviada pela empresa já foi suficiente para a emissão do mandado.

Trata-se de uma batalha que o Google vem travando desde 2006, como forma de evitar que seus serviços sejam usados para a propagação de conteúdo de pedofilia. A empresa nunca admitiu publicamente que mantém um monitoramento constante das comunicações trocadas entre seus usuários, mas essa não é a primeira vez que um caso desse tipo aparece na mídia. A companhia, porém, não admite oficialmente o envio da pista aos órgãos competentes.

É uma atitude que esbarra nos limites da privacidade, é claro. Mas, nesse caso, mesmo os mais críticos devem admitir que se trata de um uso “benéfico” da vigilância ostensiva, desde que as ações legais sejam tomadas de forma justa contra os acusados, e apenas após a verificação de que eles, efetivamente, estão cometendo o crime do qual são acusados. E é aí que, para muitos, está o verdadeiro enrosco da questão.

Leis federais e estaduais dos EUA já obrigam empresas de tecnologia e operadoras de telecomunicações a informarem as autoridades quando localizarem indícios de compartilhamento de pedofilia. Tais normas, porém, não envolvem uma busca ostensiva por esse tipo de conteúdo, algo que, aparentemente, é o que o Google tem feito. As informações são do Business Insider, que disse ter entrado em contato com a companhia, mas sem receber resposta.

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