Google X está criando nanopartículas que podem detectar doenças

Por Redação | 29 de Outubro de 2014 às 17h21
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Não é de hoje que o Google surpreende com suas iniciativas tecnológicas e apresenta ao público coisas que, antes, só pareciam possíveis no cinema. O Google Glass está aí a exemplo dessa questão.

Dessa vez, a empresa mostra uma novidade incrível para o campo da saúde. O Google X, a iniciativa do Google Labs que, há algum tempo, mostrou trabalhos com uma possível lente de contato que era capaz de medir o nível de glicose no sangue de usuários diabéticos, entra com novas pesquisas em um campo promissor. A ideia agora é criar nanopartículas que conseguem detectar doenças no corpo das pessoas. A iniciativa ajudará a diagnosticar doenças como o câncer e outros problemas mais graves, possibilitando um tratamento precoce.

Incrível, não? Mas como isso funciona?

Na verdade, é bem simples. As partículas realmente têm um tamanho bem reduzido, sendo muito menores que os glóbulos vermelhos, por exemplo. Supõe-se que a pessoa simplesmente possa tomá-las através de um simples comprimido. As nanopartículas serão feitas, basicamente, com óxido de ferro e algum material que as ajude na aderência fácil às células.

Além disso, entrando na onda dos wearables, a empresa também está empenhada na criação de um gadget que conta as partículas e coleta outros dados sobre cada uma delas. Com esse acessório, a pessoa poderá saber se as partículas estão atacadas por células cancerígenas, por exemplo. A ideia é que as pessoas não precisem procurar um médico sempre que estiverem doentes, conseguindo monitorar o funcionamento do corpo.

O Google recrutou mais de 100 profissionais para trabalharem no desenvolvimento do projeto, mostrando que a coisa é séria. Porém, tanto o câncer como a nova tecnologia que a empresa está desenvolvendo são campos que ainda trazem enormes dúvidas para o conhecimento humano. A empresa está ciente de que o trabalho poderá demorar muitos anos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de câncer aumentarão 57% no mundo, devido a alguns fatores como o envelhecimento e a falta de meios para se prevenir. Sendo assim, esperamos que os pesquisadores tenham sucesso na iniciativa e, dessa forma, ajudem a acabar com o quadro crítico de doenças no qual estamos vivendo.

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