21 mentiras que o Google contou no 1º de abril

Por Caio Carvalho | 01.04.2014 às 07:51
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Conhecida como uma das empresas mais inovadoras do planeta, o Google trouxe, nos últimos anos, produtos e tecnologias que facilitam cada vez mais nosso dia a dia, desde as pesquisas até o sistema operacional Android que equipa mais da metade dos smartphones de todo o mundo. A companhia foi além e apresentou gadgets que antes estavam apenas nos filmes de ficção científica, como os óculos de realidade aumentada Google Glass e o recente Android Wear para relógios inteligentes.

Mas sabia que a gigante das buscas também já se aventurou em acessórios bem mais futuristas, como um tradutor de pensamentos animais e até em um mecanismo de teletransporte? Infelizmente (ou felizmente) esses aparelhos nunca foram lançados, mas foram belas pegadinhas feitas pelo Google no dia da mentira.

Reunimos as melhores brincadeiras - algumas muito boas para serem verdadeiras.

MentalPlex (2000)

(Foto: Reprodução/Google)

Uma das primeiras brincadeiras de 1º de abril do Google, o MentalPlex era uma tecnologia de pesquisa que usava a mente do usuário como motor de busca. Em vez de digitiar uma palavra-chave na caixa de pesquisas, o internauta mentalizada aquilo que desejava procurar e então fixava seu olhar em um círculo colorido de azul e vermelho em forma de GIF. A página com os resultados da busca, claro, apresentava erros e até exibia uma mensagem dizendo para o usuário "silenciar os próprios pensamentos e tentar novamente".

Google Gulp (2005)

(Foto: Divulgação/Google)

Há nove anos, o Google anunciou uma novidade que tornaria os resultados das buscas feitas pelos usuários ainda mais precisos. Era o Gulp, uma bebida que funciona da seguinte maneira: após consumí-la, a pessoa tem seu DNA escaneado e sua inteligência aumentada de acordo com aquilo que ela está procurando. Feito isso, seus neurotransmissores são estimulados para tirar o máximo de proveito das buscas. O Google Gulp ainda vinha em quatro sabores, cada um com um benefício diferente ao DNA e ao cérebro.

Google Romance (2006)

(Foto: Reprodução/Google)

Esqueça os sites de relacionamento e aplicativos de paquera: um novo serviço proposto pelo Google em 2006 prometia encontrar sua alma gêmea usando uma tecnologia chamada "Soulmate Search". Segundo a companhia, o programa não exibia de imediato o par perfeito, mas sim organizava informações predeterminadas para só então cruzar usuários romanticamente compatíveis. A brincadeira terminava quando o internauta tenava efetuar uma busca e visualizava a mensagem "404: Romance Não Encontrado".

Google TiSP (2007)

(Foto: Reprodução/Google)

Em 2007, o Google queria provar que o seu vaso sanitário é importante. Para isso, anunciou o TiSP ("Provedor de Serviços de Internet pelo Banheiro", na tradução livre), um serviço de banda larga que utiliza a rede de esgoto para fornecer internet de alta velocidade. Através do vaso sanitário, o mecanismo também funcionaria como um scanner biométrico que analisa hábitos alimentares e predisposições genéticas para então dar dicas de uma vida mais saudável.

Gmail Paper (2007)

(Foto: Reprodução/Google)

Uma das ideias sem pé nem cabeça que o Google elaborou para o 1º de abril foi o "Paper", um recurso que permitia imprimir mensagens do Gmail e entregá-las via correio. O serviço seria gratuito e era possível imprimir qualquer tipo de conteúdo (com exceção de arquivos WAV ou MP3), incluindo imagens, palavras em negrito e até propagandas. Por conta da alta demanda, a empresa afirmou que foi usado um material orgânico biodegradável em todas as folhas de papel para ajudar a preservar o meio ambiente.

Gmail Custom Time (2008)

(Foto: Reprodução/Google)

Estamos acostumados a ver a tecnologia sempre avançar, mas e se ela seguisse pelo caminho inverso? Era mais ou menos assim que funcionava o Custom Time do Gmail, que permitia enviar e-mails para o passado. Ao criar uma nova mensagem, o usuário escolhia o momento do passado que gostaria de mandar o e-mail (uma hora atrás, seis horas atrás ou até mesmo anos atrás). Cada internauta teria um total de 10 mensagens por ano para enviar a datas passadas.

Gmail Autopilot (2009)

(Foto: Reprodução/Google)

Essa vai para os preguiçosos de plantão: um recurso do Gmail que responderia mensagens de e-mail em um sistema de piloto automático através de um sofisticado mecanismo de inteligência artificial chamado CADIE ("Entidade de Inteligência Distribuída Auto-Consciente", na tradução livre). O Google justificou a criação da plataforma devido a um mundo cada vez mais rápido e conectado que impede as pessoas de ler e responder todos os seus e-mails. E caso o remetente e destinatário estivessem com a ferramenta ativada, ambos poderiam conversar uma com a outra por até três mensagens cada uma.

Google Chrome 3D (2009)

(Foto: Reprodução/Google)

O 3D pode ter saído um pouco de moda - dada a entrada da tecnologia Ultra HD (4K) em televisores e smartphones -, mas há cinco anos uma brincadeira do Google deixava o navegador Chrome em três dimensões. Basicamente, tratava-se de um plug-in para o browser e um par de óculos 3D usados em antigas salas de cinema (aqueles com lentes azul e vermelha). O acessório poderia ser impresso e recortado em uma folha simples de papel na casa do próprio usuário.

Google Brain Search (2009)

Semelhante ao MentalPlex, o Brain Search é uma ferramenta que encontra arquivos perdidos dentro do seu cérebro através de um sinal wireless. Caso o usuário esquecesse alguma coisa, como o nome ou contato de um amigo, ele posicionava o celular na mesma altura da cabeça para que o aparelho, via conexão sem fio, pudesse encontrar o documento perdido.

Google Translate For Animals (2010)

Sempre quis saber o que seu bicho de estimação está pensando? Essa era a ideia de um aplicativo desenvolvido pelo Google do Reino Unido que permitia reconhecer e transcrever as palavras que gatos, cães, vacas, galinhas e quaisquer outros animais estivessem pensando naquele momento. Apesar de ser mais uma brincadeira de 1º de abril, foi anunciada no final do ano passado o "No More Woof", um headset que traduz os pensamentos dos cachorros, transformando-os em frases que podem ser entendidas pelos seres humanos.

Topeka (2010)

(Foto: Reprodução/Google)

Ainda sem previsão de chegar ao Brasil, a rede de fibra óptica do Google já é usada em várias cidades dos Estados Unidos. Em 2010, quando o serviço ainda era novidade, muitos municípios norte-americanos disputavam uma vaga para os testes iniciais da banda larga da gigante das buscas. Uma dessas cidades é Topeka, capital do estado do Kansas, que em 2010 mudou seu nome para Google durante um mês inteiro para se tornar um dos primeiros locais a ter a rede de internet de alta velocidade da companhia. A campanha não deu certo naquele ano, mas chamou a atenção da empresa, que fez uma homenagem em 1º de abril e mudou seu buscador para "Topeka" por um dia.

Gmail Motion (2011)

O Google pegou carona no sucesso do Kinect do Xbox e lançou o próprio sensor de movimentos, o Google Motion. Por meio de uma webcam, o programa seria capaz de rastrear vários gestos do usuário para editar arquivos no Google Docs ou enviar mensagens pelo Gmail, tudo isso apenas com a gesticulação corporal. Movimentando os dedos para cima ou para baixo, o usuário poderia copiar uma mensagem e enviá-la ao destinatário, se abaixar para apagar palavras ou apontar para frente para escrever novas frases.

Click-to-Teleport (2012)

(Foto: Reprodução/Google)

Entrar no site de um restaurante ou marca de roupas nunca mais seria o mesmo com o Click-to-Teleport, uma nova função do buscador que teletransporta o usuário para a loja física do vendedor ou estabelecimento. Ao visualizar o anúncio de uma calça, por exemplo, o internauta poderia se teletransportar para o local apenas clicando naquele link patrocinado e o mesmo valeria se o usuário quisesse comer em um restaurante bem longe de sua cidade natal.

Segundo a companhia, o teletransporte só teria passagem de ida, ou seja, ficaria a critério do comerciante pagar a viagem de volta para o consumidor. Além disso, o estabelecimento não se responsabilizaria por qualquer dano relacionado ao teletransporte.

Google Maps 8-bit (2012)

Para quem sente saudades de jogar em um NES, o clássico console da Nintendo, o Google preparou uma surpresa bastante promissora no ano de 2012. "Hoje, estamos felizes em anunciar o resultado: uma versão do Google Maps para NES, com belos gráficos de baixa resolução, controles simples e intuitivos e trilha sonora", disse a empresa na época de lançamento do Maps para o videogame. O jogo viria em um cartucho com modem integrado que permmitia acesso aos mapas da companhia direto pelo NES, mas também receberia uma versão para navegadores. Pena que foi mais uma brincadeira de 1º de abril.

Google Fiber Bar (2012)

A Fiber Bar foi mais um produto do Google voltado para o corpo. De acordo com a companhia, o alimento tem até 100 vezes mais fibras que qualquer outra fonte de fibras disponível hoje, ou seja, possui todos os nutrientes necessários para melhorar o funcionamento do corpo e manter o indivíduo mais saudável. Além disso, a barra viria em um pequeno compartimento para manter sua duração e permitir que o usuário se alimente quando quiser.

Gmail Tap (2012)

Não tem como negar que os smartphones facilitam bastante nosso dia a dia. Mas muita gente ainda reclama do teclado sensível ao toque desses aparelhos, principalmente na hora de digitar mensagens mais longas. A solução para esse problema veio em 2012 com o Gmail Tap, uma ferramenta no serviço de e-mail do Google que transforma o teclado QWERTY convencional dos dispositivos móveis em apenas dois botões (um ponto e um traço). Todas as mensagens são enviadas na linguagem do famoso Código Morse.

Chrome Multitask Mode (2012)

Para quem sente dificuldade em usar o computador utilizando apenas um mouse, que tal dois? Esse era o objetivo do Multitask Mode, uma função do Google Chrome que permitia fazer duas tarefas ao mesmo tempo, como navegar na internet e jogar, fazer desenhos e jogar, entre outras atividades. Além de dois mouses, a ferramenta ainda oferecia suporte a duas canetas styllus ou joysticks de videogame.

Fim do YouTube (2013)

Imagine não poder mais assistir aos vídeos das suas bandas favoritas ou ter de fechar sua conta no maior site de compartilhamento de clipes do mundo. Pois é, isso teoricamente iria acontecer no ano passado, quando o Google daria um fim ao YouTube e bloquearia o acesso a qualquer serviço ligado à plataforma. "Após 8 anos incriveis, é hora de analisar tudo o que já foi publicado e escolher um vencedor", dizia o anúncio do fechamento. A ideia era que, nos próximos dez anos, a Comissão Julgadora assistisse todo o conteúdo do portal para chegar a um veredicto e eleger o melhor vídeo. O resultado só seria divulgado em 2023, quando o site voltaria às atividades.

Google Nose (2013)

Talvez ainda demore para que o seu tablet, smartphone ou computador consiga emitir o cheiro daquilo que você está vendo na tela, mas essa foi uma das pegadinhas do Google em 2013. Com o slogan "Cheirar é acreditar", o Google Nose ("Nose" em inglês significa nariz) era um aplicativo que buscava informações na internet através do olfato do usuário.

De acordo com a página do serviço, as buscas do Google já possuem 15 terabytes de fragrâncias e a descrição de cada uma delas, como cheiro de cachorro molhado, roupas de ginástica e armário da vovó. O programa é tão avançado que ainda conta com um mecanismo de segurança para evitar que qualquer cheiro suspeito chegue às suas narinas.

Gmail Blue (2013)

O serviço de e-mail do Google permite algumas opções de personalização, mas em 2013 a empresa decidiu adotar um padrão para todos os usuários. A página do software seria totalmente pintada de azul, uma decisão que, segundo a companhia, tornaria a plataforma mais moderna e adequada ao século 21. Há quem diga que a brincadeira foi quase como uma alfinetada ao principal concorrente do Gmail, o Outlook.com, que tem o azul como cor principal.

Google Maps: Treasure Mode (2013)

Se dependesse de uma mentira contada pelo Google há um ano, seria possível encontrar tesouros pelo serviço de mapas da empresa. A brincadeira começou quando a equipe do Google Maps encontrou um baú na costa de Madagascar, na África do Sul, contendo mapas antigos de um famoso pirata. Graças aos avanços tecnológicos, a companhia foi capaz de escanear esses documentos e decifrar os códigos para encontrar relíquias escondidas por todo o mundo - tudo com a ajuda dos internautas, como uma verdadeira caça ao tesouro.