Três vulcões entram em erupção ao mesmo tempo no Alasca

Três vulcões entram em erupção ao mesmo tempo no Alasca

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 16 de Agosto de 2021 às 13h00
Peggy Kruse/AVO

Três vulcões da cadeia de vulcões das Ilhas Aleutas, no Alasca, entraram simultaneamente em erupção, com pelo menos dois deles expelindo baixos níveis de cinzas e vapor há pelo menos uma semana. Embora não apresentem nenhuma ameaça, pesquisadores ainda não sabem o que desencadeia a atividade vulcânica em mais de um vulcão, já que este é um evento raro.

De acordo com o Observatório de Vulcões do Alasca (AVO, na sigla em inglês), os vulcões Great Sitkin, Monte Pavlof e Semisopochnoi estão classificados no nível de alerta laranja. Isso significa que as erupções estão acontecendo, mas são relativamente pequenas. Por enquanto, somente uma pequena quantidade de cinzas foi detectada no Pavlof e Semisopochnoi  e nenhuma no Great Sitkin — neste último, está fluindo lava. No Semisopochnoi, no entanto, foram registrados grandes tremores sísmicos e várias explosões.

Lava expelida pelo vulcão Great Stikin, em 5 de agosto (Imagem: Reprodução/Peggy Kruse/AVO)

Além destes três vulcões, o Monte Cleveland e o complexo vulcânico Atka começam a revelar o início de uma atividade, como o aumento do calor sob o Cleveland e pequenos terremos abaixo do Atka — por enquanto, os dois estão classificados no nível amarelo de alerta. Apesar de não serem frequentes, atividades vulcânicas simultâneas nas Aleutas não é algo inédito. "O Alasca tem muitos vulcões e normalmente vemos uma erupção a cada ano, em média", explica Matthew Loewen, geólogo do AVO.

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O arco vulcânico é formado pelo encontro de duas placas tectônicas oceânicas, onde acontece a subducção da placa do Pacífico Norte sob a placa norte-americana. A cadeia se estende da Península do Alasca até a Península de Kamchatka, na Rússia. Já se passaram pelo menos sete anos desde a última vez em que três vulcões entraram em erupção simultaneamente.

Monte Pavlof, em 5 de agosto (Imagem: Reprodução/John Milliard/AVO)

Frequentemente, quando algum deles entra em atividade, os outros próximos podem ser despertados, mas os pesquisadores ainda não sabem o porquê. Em 1996, uma atividade vulcânica e sísmica se estendeu por 870 km do arco, o que levou os cientistas a concluírem que se trata mais do que mera coincidência. Entre os três vulcões atualmente em erupção, os dois extremos estão a aproximadamente 290 km de distância um do outro.

Pesquisas anteriores indicaram que uma coleção de vulcões ao longo do arco podem ser apenas uma porção de um supervulcão maior, mas, até agora, apenas o Monte Cleveland parece ser encaixar neste grupo. Geólogos e vulcanólogos continuarão a monitorar as atividades da região, buscando entender o gatilho para este fenômeno em cadeia.

Fonte: ScienceAlert

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