Queimadas na floresta amazônica brasileira são vistas por satélite da NASA

Por Patrícia Gnipper | 21 de Agosto de 2019 às 19h50
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O dia virou noite na cidade de São Paulo na última segunda-feira (19), quando, em pleno meio da tarde, a capital paulista precisou acionar sua iluminação artificial para manter a ordem, pois o céu estava escuro a ponto de ter sido comparado ao Mundo Invertido de Stranger Things.

Isso aconteceu como consequência de uma séries de fatores meteorológicos comuns à época do inverno somados à fumaça que atingiu a região Sudeste, após mais de duas semanas de queimadas na região amazônica, em especial nos estados do Acre e de Rondônia. E a NASA registrou tal fumaça por meio do satélite Aqua, publicando a imagem no Flickr oficial do Goddard Space Flight Center.

A foto mostra incêndios ocorrendo nos estados de Rondônia, Amazonas, Pará e Mato Grosso no dia 11 de agosto de 2019 (Foto: NASA)

"Na região amazônica, os incêndios são raros na maior parte do ano porque o clima úmido impede que eles comecem e se espalhem. No entanto, em julho e agosto, a atividade normalmente aumenta devido à chegada da estação seca. Muitas pessoas usam o fogo para manter terras cultiváveis e pastagens ou para limpar a terra, ou para outros fins", descreve a agência espacial, reforçando que os incêndios em questão são resultado da ação humana.

De acordo com dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a Amazônia concentra 52,5% dos focos de queimadas no ano de 2019, com o Cerrado aparecendo em segundo lugar, com 30,1%, seguido pela Mata Atlântica, com 10,9%. O órgão também revela que foram registrados 72.843 pontos de incêndios na região amazônica entre janeiro deste ano e a última segunda-feira (19), número que é 83% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Então, sim, a maior floresta tropical do mundo está sendo consumida por chamas mais do que antes, e as imagens de satélites justamente mostram que os incêndios se concentram em locais onde a mata foi derrubada para a criação de pastos. Resta ao poder público tomar providências para evitar uma catástrofe que vai além do céu apocalíptico em São Paulo, vai além da questão ambiental brasileira: é um problema que tem impacto em todo o planeta, uma vez que, no meio-ambiente, tudo está interconectado.

Fonte: Flickr/NASA

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