Publicidade

Maior coral do mundo é tão grande que dá para ver do espaço

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  |  • 

Compartilhe:
Steve Spence/National Geographic Pristine Seas
Steve Spence/National Geographic Pristine Seas

Localizado no Oceano Pacífico, o maior coral do mundo é tão grande que pode ser visto do espaço. É o que afirma a equipe de cientistas do programa Pristine Seas, da National Geographic, após encontrar este gigante próximo às Ilhas Salomão, durante uma expedição no mês de outubro (veja galeria mais abaixo).

Continua após a publicidade

O megacoral tem 34 metros de largura, 32 metros de comprimento e 5,5 metros de altura, com uma circunferência de 183 metros. É o tamanho de duas quadras de basquete ou de cinco quadras de tênis. Também é maior que uma baleia-azul. Com essas dimensões, os especialistas estimam que o coral gigante do Pacífico tenha entre 300 a 500 anos de vida. 

Composto por uma complexa rede de pólipos (minúsculas criaturas individuais), o coral isolado pertence à espécie Pavona clavus. Este gigante não deve ser confundido com um recife de corais (agrupamento de diferentes corais), já que é um coral solitário. Na maior parte de seu corpo, predomina a cor marrom, mas existem “pontos de cor” amarelos, azuis e vermelhos

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

Para conceder o título de maior coral do mundo, os cientistas compararam as dimensões desse gigante das Ilhas Salomão com o Big Momma, localizado na Samoa Americana. O megacoral é três vezes maior que o recordista anterior.

Maior coral do mundo visto do espaço

Quando a equipe da expedição olhou, pela primeira vez, para o maior coral do mundo, “aquilo” foi considerado os vestígios de um navio que naufragou há centenas de anos. Entretanto, uma análise mais detalhada revelou que a estrutura gigantesca estava viva.

“Quando pensamos que não há mais nada para descobrir no planeta Terra, encontramos um enorme coral composto por quase 1 bilhão de pequenos pólipos, pulsando com vida e cor”, afirma Enric Sala, explorador do National Geographic e fundador do projeto Pristine Seas, em nota.

Embora comemore a descoberta, o especialista alerta para os riscos atuais. “Apesar de sua localização remota, o coral não está a salvo do aquecimento global e de outras ameaças humanas”, explica. Diferentes produtos químicos jogados nos mares, a elevada presença de microplásticos e o aumento das temperaturas podem representar problemas iminentes, ainda sem solução, para a vida deste centenário.

Importância dos corais na preservação dos oceanos 

Nas Ilhas Salomão, já foram identificadas mais de 450 espécies de corais, o que torna o local um paraíso para a vida marinha, já que eles servem de abrigo para camarões, caranguejos, peixes e outras inúmeras criaturas. A região também abriga um dos vulcões submarinos mais ativos do mundo, o Kavachi, tornando o ecossistema ainda mais rico.

Continua após a publicidade

“Os recifes de corais são como cidades subaquáticas movimentadas, sustentando um quarto de toda a vida marinha em nosso planeta”, comenta Ronnie Posala, do Ministério de Pesca e Recursos Marinhos das Ilhas Salomão (MFMR). 

“O que muitas pessoas não percebem é que os corais, embora pareçam simples rochas, são, na verdade, criaturas vivas”, detalha. “Também atuam como a primeira linha de defesa das comunidades costeiras, protegendo-as contra ondas fortes e tempestades”, completa Posala sobre a importância para a proteção dos oceanos.

A seguir, veja a galeria de imagens:

Continua após a publicidade

Confira também: