Funcionários cobram do Google ações de combate às mudanças climáticas

Por Claudio Yuge | 05 de Novembro de 2019 às 11h28
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Quando se fala em mudanças climáticas e emissão de poluentes, muita gente costuma associar muito mais esses assuntos aos complexos industriais do que as gigantes de tecnologia. Embora as fábricas realmente agridam o meio ambiente, o uso massivo de servidores e componentes eletrônicos também causa grande impacto na natureza. Os funcionários do Google sabem disso e estão cobrando mais ações de sua companhia para amenizar os possíveis problemas causados por suas atividades.

Uma carta aberta foi publicada nesta segunda-feira (4) no Medium, endereçada à CFO Ruth Porat. Entre as demandas estão um plano que incorpore solicitações específicas, que foram igualmente definidas por trabalhadores de outras empresas, a exemplo da Amazon e Microsoft.

As quatro diretrizes são as seguintes:

  1. Emissão zero de gases que contribuem para o Efeito Estufa até 2030;
  2. Nenhum contrato que permita ou acelere a extração de combustíveis fósseis (que também emitem gases que favorecem o Efeito Estufa);
  3. Nenhum financiamento para grupos de reflexão, lobistas ou políticos que neguem as mudanças climáticas;
  4. Não colaborar com aqueles que permitem "encarceramento, vigilância, deslocamento ou opressão de refugiados ou comunidades da linha de frente"

O documento foi postado por um grupo chamado Google Workers for Action on Climate (Trabalhadores do Google em Ação contra a Mudança Climática, em tradução livre) e foi assinado por mais de 1.100 trabalhadores da empresa.

Relatório diz que Google emitiu 1,2 milhão de toneladas de CO2

A CFO Ruth Porat afirmou recentemente que a empresa é neutra em carbono desde 2007 e recentemente fez a maior compra corporativa de energia renovável de sua história. Mas, de acordo com o Relatório Ambiental de 2019 do Google, a companhia colocou 1,2 milhão de toneladas métricas equivalentes a CO2 no ar no ano passado — o que estaria sendo coberto por essa compensação.

Centenas de “Googlers” estavam entre os profissionais de tecnologia que participaram de greves climáticas em 20 de setembro, antes da cúpula climática nas Nações Unidas. Após a pressão dos trabalhadores da Amazon antes da greve, o CEO Jeff Bezos anunciou em 19 de setembro um amplo plano climático, incluindo o compromisso de ser zero emissões anuais de carbono até 2040, que os trabalhadores da empresa consideravam "uma grande vitória", mas também "insuficiente".

Embora o CEO do Google, Sundai Pichar, diga que a empresa pode chegar a zero emissão de poluentes até 2030, a empresa contribui com um grande número de parceiros que negam as mudanças climáticas. Por isso, o movimento dos próprios funcionários continua relevante a cada dia.

Fonte: CNN  

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