Tim Cook já tem substituto caso saia da Apple. E não é parecido com Steve Jobs

Por Redação | 22 de Julho de 2019 às 16h01
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Daqui a pouco mais de um mês, mais precisamente em 24 de agosto, fará oito anos que Steve Jobs deixou o cargo de CEO da Apple (vindo a falecer em outubro de 2011), com Tim Cook assumindo a chefia. Desde então, a despeito da falta de lançamentos mais inovadores, o fato é que a empresa dobrou seu valor de mercado e aumentou as vendas de seus produtos. Mas, agora que a Maçã começa a enfrentar uma desaceleração, o canal de notícias Bloomberg já prevê quem seria o substituto de Cook, caso, hipoteticamente, ele decida renunciar a sua posição.

O diretor de design Jony Ive era considerado um sucessor natural de Cook, uma vez que ele era a segunda pessoa mais importante dentro da Apple. Mas, uma vez que resolveu deixar a empresa em junho, o próximo na linha de sucessão na companhia atende pelo nome de Jeff Williams que, hoje, tem o cargo de COO (Chefe de Operações) na companhia.

Fontes da Apple entrevistadas pela Bloomberg (incluindo ex-funcionários) – e sob a condição do anonimato – descreveram Williams como um “líder modesto, disciplinado e exigente, em um estilo muito parecido com o de Cook”. Desde que assumiu o cargo de COO — que também já foi ocupado pelo atual CEO da Apple — ele priorizou eficiência e trabalhou de perto com fornecedores em todo o mundo.

Jeff Williams: um executivo mais focado na eficiência do que na criatividade

Williams também adotou um papel mais prático quando se trata de desenvolvimento de produtos e agenda revisões semanais de lançamentos futuros para acompanhar o progresso e reportar a Cook. Essas reuniões são oficialmente chamadas de Novas Revisões de Produtos, mas alguns funcionários as chamam de “Jeff Reviews”.

O COO, assim como Cook, é muito bom no trato com outros funcionários. Ele construiu a reputação de ter uma fala mansa, mas, quando necessário, Williams não tem medo de fazer perguntas afiadas ou insistir em novas melhorias até que os padrões de qualidade da Apple sejam cumpridos. Esse é especialmente o caso quando se trata das equipes de projeto. Williams “é um cara de Operações, logo, as métricas que estão sendo aplicadas lá frequentemente têm muito pouco significado no design”, afirmou um dos entrevistados pela Bloomberg . “Por causa disso, ele nem sempre é compreensivo quando as coisas não estão à altura, embora os colegas digam que ele não tem, nem de longe, o temperamento de Steve Jobs”. Quando a Apple estava desenvolvendo os AirPods, o Williams continuou, propositalmente, a usar os EarPods com fio até ficar feliz com os ajustes dos futuros fones sem fio marca. O objetivo era transmitir sua opinião em vez de criar uma tempestade dentro da empresa.

O Apple Watch foi a prova de fogo de Williams

Atualmente, Williams supervisiona toda a cadeia de suprimentos da Apple, pesquisas no desenvolvimento dos aplicativos de saúde e fitness, suporte ao cliente via AppleCare e o desenvolvimento de todos os produtos de hardware, incluindo os iPhones da próxima geração. Antes de assumir como COO, no entanto, o foco principal da Williams foi o primeiro Apple Watch, que rapidamente se tornou seu maior teste na empresa.

Poucos meses antes do lançamento do original, em abril de 2015, alguns funcionários que testavam o wearable começaram a relatar reações alérgicas ao tipo de níquel que a Apple estava usando. Esse é um problema comum na indústria relojoeira, mas Williams optou por eliminar os milhares de dispositivos que já haviam sido produzidos e reiniciar a produção do zero com um metal diferente.

O Apple Watch foi o maior desafio de Williams. Mas ele se saiu bem

Nessa época, ele também teve que lidar com outro problema relacionado ao mecanismo touchscreen do Apple Watch. O recurso, que era uma prioridade para Williams e permitia que o relógio vibrasse mais silenciosamente do que acontecia nos iPhones, estava propenso à corrosão, o que poderia, em última análise, a fazer com que o smartwatch fracassasse em longo prazo. Em vez de enviar os wearables às lojas, Williams decidiu oferecer os modelos afetados aos funcionários e corrigir o problema antes do lançamento.

O movimento gerou atrasos e tornou o Apple Watch algo difícil de encontrar logo após seu lançamento. No entanto, evitou que unidades potencialmente defeituosas chegassem às prateleiras e foi, em última análise, o passo certo para os consumidores.

E como a Apple evoluiria sob a gestão de Williams?

Nos últimos anos, sob a gestão de Cook, a Apple transformou completamente a maneira como opera. O design do produto costumava ser a prioridade, mas a equipe de operações da empresa agora parece estar administrando o programa e influenciando todos os outros departamentos. De acordo com um ex-executivo sênior da Apple, Jeff Williams é “o mais próximo da empresa para Tim Cook, logo, você terá mais desse tipo de gestão. Se você acha que Cook está fazendo um bom trabalho, então é uma boa escolha. ”Outra pessoa que o conhece disse: “Jeff tem 95% de operações e 5% de produto”.

Essa estratégia tem funcionado incrivelmente bem para a empresa nos últimos anos, mas, com o crescimento desacelerando, muitos agora se perguntam se ela é sustentável. Michael Gartenberg, ex-executivo de marketing da Apple, acredita que “ninguém precisa necessariamente de um visionário como CEO da Apple, desde que haja um visionário na empresa com o qual o CEO possa trabalhar, como era o caso de Jony Ive. A questão agora é: quem será o visionário da Apple que poderá orientar o próximo grande lançamento?"

Fonte: Bloomberg

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