Novo CEO da Intel entrou para mudar a cultura da empresa

Por Wagner Wakka | 03 de Março de 2020 às 12h20
Divulgação/Intel
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A Intel não só está com novo CEO desde o ano passado, como também pretende implantar uma nova cultura empresarial. Robert Swan foi apresentado como presidente executivo da gigante em meados de 2019, depois de Brian Krzanich ter sido exonerado do cargo por relacionamento com uma subordinada. Diante do novo desafio, Swan já integrou um lema diferente: “Uma Intel”.

O novo CEO, em entrevista ao New York Times, explicou sua proposta: ele quer estreitar a relação entre os funcionários e criar um ambiente propício para a empresa obter sucesso em outras áreas além da de semicondutores. Embora seja a grande potência desse segmento, a Intel sabe que o futuro promete modificações, de forma que ela precisa expandir seus negócios para outras áreas. Por conta disso, Swan modificou a relação de trabalho dos funcionários, desde a fabricação ao design.

Para adiantar os processos, os times passaram a trabalhar em grupos menores, cujo propósito é a resolução de demandas mais específicas e menos genéricas. Além disso, o CEO procurou melhorar a comunicação entre as diversas áreas da companhia, principalmente entre produção e fabricação. “Eles nos dizem o que precisam saber e nós dizemos a eles o que precisam saber”, conta Jim Keller, vice-presidente que lidera o setor de design de chips na companhia, referindo-se ao de fabricação.

Após saída de Krzanich, Bob Swan assumiu o posto de presidente executivo e está implantando uma mudança de cultura na Intel
Após saída de Krzanich, Bob Swan assumiu o posto de presidente executivo e está implantando uma mudança de cultura na Intel

Outra questão foi tentar adiantar o processo tanto de novos produtos, quanto de atuais na linha de produção. A companhia emitiu comunicados ao longo de todo o ano de 2019 para pedir desculpas pela falta de produtos disponíveis para suprir a demanda do mercado, uma falha considerada grave para quem tem a maior fatia da indústria.

A política dos times menores e mais comunicativos mudou bastante o tempo de produção de um chip, permitindo que uma modificação fosse criada e produzida em dias e não mais semanas. Eles direcionaram novo times para fazerem blocos padrões de componentes que poderiam ser usados por mais de uma equipe de desenvolvimento. Assim, o setor de fabricação não precisava esperar que o processo todo fosse finalizado para começar a trabalhar. De acordo com Keller, o processo de criação de um novo chip foi reduzido a um terço do tempo inicial.

Outro desafio interno foi como chegar ao tão anunciado processo de produção em 10 nm, o que foi alçado pela companhia em 2019. A demanda foi liderada por Venkata Renduchintala, conhecido como Murthy. Em 2018, ele decretou uma pausa de três meses para que os engenheiros da Intel pudessem revisar todo planejamento para criação dos novos chips.

Atualmente, a Intel passa por um novo desafio. Com cerca de 28% da sua receita proveniente da China, a companhia ainda não sabe quais serão os impactos do novo coronavírus no seu relatório trimestral. Segundo o New York Times, ainda é preciso esperar sobre as consequências regionais para a gigante dos semicondutores.

Fonte: NY Times

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