Waymo pede US$ 2,6 bilhões em ação contra Uber por roubo de segredos comerciais

Por Redação | 21 de Setembro de 2017 às 15h09

O último episódio da briga jurídica entre Waymo e Uber teve lugar nesta quarta-feira (20). A Alphabet está querendo uma indenização de US$ 2,6 bilhões da Uber por um dos nove alegados roubos de segredo comercial.

Waymo e Uber foram ao tribunal para discutir se o julgamento do caso começará mesmo em outubro, e, durante audiência, a defesa revelou o montante exato que a Alphabet está reclamando por danos de um único segredo que um ex-executivo da empresa, Anthony Levandowski, teria roubado. O valor pedido pela Waymo estava em segredo de Justiça até agora.

A Alphabet, empresa-mãe do Google e proprietária da Waymo, afirma que mais de 14 mil arquivos foram roubados.

Entenda o caso

Anthony Levandowski deixou o Google para trabalhar na Uber logo depois que sua nova empresa adquiriu a Otto, startup de carros autônomos. A acusação é que ele teria roubado o montante de arquivos antes de se transferir. Hoje, o executivo já não trabalha mais na Uber, que diz que nenhum desses arquivos chegou aos seus servidores.

A Uber diz que o valor é exagerado e baseado na especulação de possíveis lucros da tecnologia de direção autônoma, que deverá se expandir nos próximos anos. Essa batalha legal reforça o interesse das duas empresas nesse mercado.

Restam duas dúvidas: quanto a Alphabet estaria pedindo pelos outros oito segredos e qual seria o segredo de US$ 2,6 bilhões.

Caso a Alphabet ganhe a causa, a empresa não receberia o montante total de danos somado de cada segredo comercial, mas apenas o valor mais alto da ação. Se os US$ 2,6 bilhões forem a maior pedida, a Waymo receberá apenas essa quantia.

Mais uma dor de cabeça

A batalha jurídica foi o motivo que levou à demissão de  Levandowski, que teve uma grande importância no desenvolvimento da tecnologia direção autônoma da Uber. Uma possível derrota jurídica aumentará a lista de dores de cabeça que a empresa enfrenta, da qual fazem parte acusações de assédio sexual. O novo CEO, Dara Khosrowshahi, chegou para tentar arrumar a casa de vez.

A seleção de júri está programada para 10 de outubro, mas a Alphabet quer adiar o julgamento, argumentando que precisa de mais tempo para avaliar dados recém-obtidos. A Uber, entretanto, diz que a rival está procurando paralisar os procedimentos porque suas alegações se enfraqueceram.

Fonte: Tech Times

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