Funcionários do Google criam plano para formação de sindicato

Funcionários do Google criam plano para formação de sindicato

Por Wagner Wakka | 04 de Janeiro de 2021 às 13h38
Reprodução/Reuters

Os funcionários do Google estão se sindicalizando. Um grupo formado por trabalhadores registrados pela empresa e por funcionários terceirizados anunciou os planos para a criação do Alphabet Workers Union, um sindicato voltado para trabalhadores da Alphabet, empresa-mãe do Google.

O grupo vai se unir à Communications Workers of America (CWA), órgão que unifica sindicatos de empresas de comunicação e mídia nos Estados Unidos. O objetivo é dar força aos funcionários em questões que envolvem disparidade salarial, casos de assédio, retaliações e acordos controversos com o governo.

“Este sindicato é formado de anos de organizações corajosas de trabalhadores do Google, que lutam desde pela política de ‘nomes reais’ até por irem contra o projeto Maven, ou por protestar contra pagamentos multimilionários de executivos envolvidos em assédio sexual. Temos visto em primeira mão que a Alphabet responde quando nós agimos coletivamente”, aponta o manifesto apresentado pela gerente de programação da Google, Nicki Anselmo.

O Alphabet Workers Union será criado junto a CWA 1400, ou seja, vai representar trabalhadores locais do Google em Massachusetts, Maine, New Hampshire, Vermont e Califórnia.

O texto cita uma série de casos polêmicos da empresa nos últimos anos. O mais famoso deles data de 2018, no projeto Maven. O Google fez um acordo com o Pentágono para oferecer tecnologias de inteligência artificial que poderia ser usado para identificar pessoas em protestos. Os funcionários da empresa não consideraram a movimentação como ética, o que resultou na não renovação de contrato entre Google e Pentágono.

Em dezembro de 2020, a empresa também foi alvo de polêmicas por suposta retaliação a dois funcionários que estariam organizando uma manifestação interna. O motivo do protesto seria a contratação da IRI Consultants, empresa especializada em evitar formações de sindicatos em companhias privadas.

Logo após a apresentação do documento, mais de 230 funcionários e terceirizados do Google já haviam enviado assinaturas em apoio à formação do sindicato. Caso a organização realmente saia do papel, os sindicalizados se comprometem a oferecer 1% de seus pagamentos anuais para o sindicato.

Fonte: The Verge

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