Chinês que aplicou golpe de quase US$ 1 milhão na Apple pega três anos de cadeia

Por Rafael Arbulu | 23 de Outubro de 2019 às 18h25
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O cidadão chinês e residente do estado do Oregon, nos EUA, Quan Jiang, foi julgado e considerado culpado pelo esquema de fraude que ele e sua quadrilha executaram em cima da Apple — um golpe que custou à empresa cerca de 1,5 mil modelos genuínos de iPhones e quase US$ 1 milhão em despesas. A pena imposta a ele foi de três anos de encarceramento, mais três anos de liberdade supervisionada (quando o preso é solto e pode retomar a vida normal e até mesmo viajar, porém deve reportar seus passos a agentes da lei). O Canaltech noticiou a prisão dele em março desse ano.

Jiang executava um esquema de cunho internacional: ele recebia, de contatos na China, modelos falsificados de iPhone sem nenhum funcionamento. Ele então acionava os serviços de suporte e garantia da Apple, alegando que seu “iPhone” não ligava, exigindo a troca do modelo por um novo. A Apple, sem ter como avaliar o modelo falso de imediato, atendia ao pedido. Jiang então devolvia à China os modelos verdadeiros, para serem revendidos. O dinheiro então era repassado à mãe dele, que vive em Hong Kong e, posteriormente, à sua conta nos EUA.

Cidadão chinês efetivamente enganou a Apple, que trocou cerca de 1,5 mil modelos de iPhone por aparelhos falsificados

Cerca de 3 mil acionamentos de garantia foram feitos por Jiang, que usava nomes falsos a fim de despistar a empresa e as autoridades. Entretanto, a Apple percebeu, em meados de 2017, que havia algo errado, já que mais de 150 pedidos vinham de um mesmo endereço. Seguindo suas práticas jurídicas, a empresa enviou duas cartas de suspensão de garantia e pedidos de cessão e desistência, ambas sem resposta. Somente então, as autoridades foram acionadas.

A prática perdurou por mais de dois anos, entre 2016 e 2018, e por vezes incluíam “levas” de 20 a 30 aparelhos falsificados de uma vez. As forças de proteção alfandegária dos Estados Unidos também haviam percebido algo errado após apreenderem uma carga internacional de quase 30 iPhones endereçada a ele e a um amigo da Universidade do Oregon, também preso.

Jiang primeiramente tentou negar ter recebido as cartas de notificação da Apple e do controle alfandegário dos Estados Unidos, mas depois admitiu ter descartado as correspondências, além de reconhecer que sabia que a ação constituía contrabando e receptação de bens ilegais pelas leis do país.

A sentença foi proferida no início da semana.

Fonte: Apple Insider

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