Apple nega usar reconhecimento facial em suas lojas após prisão de jovem

Por Patrícia Gnipper | 23 de Abril de 2019 às 15h36
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Na segunda-feira (22), o jovem Osmane Bah, de 18 anos, entrou com um processo contra a Apple exigindo o pagamento de US$ 1 bilhão por ter sido preso por engano após uma série de roubos realizados em lojas da Maçã. Ele foi preso porque o criminoso real teria usado um documento de identificação roubado, e um suposto sistema de reconhecimento facial nas lojas Apple teria associado o rosto do bandido com os dados do documento, que eram de Bah. Contudo, a companhia de Cupertino nega usar reconhecimento facial em suas lojas.

Um porta-voz da Apple se recusou a comentar diretamente sobre o processo, mas afirmou que a empresa não usa essa tecnologia em nenhuma de suas lojas. No entanto, Bah tem um álibi bastante sólido durante o período em que os roubos foram realizados — ele estava em sua formatura, em Manhattan, enquanto os crimes aconteceram em Boston.

De acordo com o processo, Bah alega que a Apple permitiu que sua identidade fosse anexada ao rosto do ladrão, que tomou posse de um documento sem foto do estudante, usando-o para praticar crimes. Ao ser preso em novembro do ano passado, o jovem conta que a polícia tinha em mãos um mandado de prisão que continha seu nome, mas associado à foto de um homem totalmente diferente — o ladrão verdadeiro. Ainda assim, o jovem foi preso.

Bah alega que o ladrão roubou seu documento, que incluía nome e endereço, mas não havia foto impressa. Então, o jovem acredita que a Apple vinculou seu nome e endereço ao rosto do criminoso, capturado por um sistema de reconhecimento facial existente na loja. Quando o mesmo ladrão roubou outras lojas da Maçã em Nova Jersey, Delaware e Manhattan, a polícia foi acionada para prender o jovem cujos dados estavam associados ao documento usado pelo criminoso.

O advogado do jovem afirma que ele sofreu "danos graves" e que a prisão o deixou "humilhado, com medo e profundamente preocupado". O caso ainda corre na justiça norte-americana.

Fonte: Fast Company

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